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Seleção Brasileira

Análise: Ancelotti aposta no 4-2-4 novamente com ataque veloz e focado na transição ofensiva

Treinador escalará Estêvão, Endrick, Raphinha e Vinicius Júnior no setor ofensivo da Seleção Brasileira contra a Austrália

Carlo Ancelotti apostará no 4-2-4 novamente.
© Getty ImagesCarlo Ancelotti apostará no 4-2-4 novamente.

Carlo Ancelotti confirmou a escalação do Brasil para o amistoso contra a Austrália. A formação terá: Hugo Souza; Matheuzinho, Marquinhos, Vitor Reis e Douglas Santos; Danilo e Bruno Guimarães; Estêvão, Raphinha, Vinicius Júnior e Endrick.

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O principal fator na escalação é a volta do esquema tático 4-2-4. Estêvão tende a atuar mais por dentro, enquanto Raphinha e Vini Jr. podem ocupar os lados, deixando Endrick como referência central.

A escolha deixa o ataque com mais velocidade, drible e capacidade de atacar espaços rapidamente. Quando o Brasil recuperar a bola, a ideia tende a ser acelerar a jogada e encontrar os quatro atacantes antes que a defesa australiana consiga se reorganizar.

Os pontos positivos do 4-2-4 de Ancelotti

O principal benefício é justamente a força na transição ofensiva. Com Estêvão, Raphinha, Vinicius Júnior e Endrick, o Brasil terá jogadores capazes de conduzir, atacar a profundidade e acelerar a partida após a recuperação da bola.

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Estêvão atuando por dentro pode ajudar a aproximar o meio-campo do ataque e criar uma importante conexão com Endrick. Além disso, Raphinha e Vini Jr. abertos aumentam a largura do time, que pode explorar os corredores para abrir espaço e infiltrar por dentro.

Outro ponto positivo é a possibilidade da marcação alta com quatro jogadores. Caso o Brasil consiga recuperar a bola no campo de ataque, terá condições de atacar com poucos passes e aproveitar a velocidade de seus principais jogadores.

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Os riscos defensivos da formação

O problema pode aparecer em uma possível situação onde o Brasil perca a posse da bola e os quatro atacantes não consigam recompor rapidamente. Nesse cenário, Danilo e Bruno Guimarães podem ficar expostos no meio-campo diante de uma transição rápida da Austrália.

A distância entre meio-campo e ataque também pode ser um problema caso o Brasil tenha dificuldade para manter a posse. Com apenas dois jogadores no setor de marcação central, a movimentação será necessária para evitar que os adversários encontrem espaços entre as linhas.

Dessa forma, o equilíbrio será determinante para o funcionamento do 4-2-4. O sistema oferece grande potencial ofensivo, mas também exige que os atacantes trabalhem com uma recomposição defensiva para não deixar a defesa exposta.

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