Raphinha e Vinícius Júnior continuam sendo dois dos principais nomes ofensivos da Seleção Brasileira, mas chegam à primeira Data Fifa depois da Copa do Mundo vivendo momentos completamente diferentes. Enquanto o atacante do Barcelona atravessa um começo de temporada impressionante, Vini ainda procura recuperar no Real Madrid o protagonismo que apresentou durante boa parte dos últimos anos.
Os números deixam esse contraste bastante evidente. Raphinha soma 14 gols e três assistências em apenas oito partidas pelo Barcelona na temporada 2026/27. São 12 gols somente no Campeonato Espanhol, além de outros dois na Champions League. O brasileiro também chega à Seleção depois de marcar dois hat-tricks consecutivos e assumir a artilharia do futebol europeu neste início de campanha.
A fase também representa algo diferente na carreira de Raphinha. Utilizado em uma função mais centralizada por Hansi Flick depois da saída de Robert Lewandowski, o camisa 11 passou a aparecer ainda mais próximo do gol. A mudança ajuda a explicar uma produção ofensiva que já colocou o brasileiro entre os protagonistas do Barcelona e oferece uma nova possibilidade para Carlo Ancelotti na Seleção.
Vinícius Júnior tenta recuperar protagonismo no Real Madrid
Do outro lado está Vinícius Júnior. Depois de exercer papel importante na Seleção durante a Copa do Mundo, o atacante começou a nova temporada do Real Madrid distante de sua melhor versão. Vini marcou apenas um gol em oito partidas e não balança as redes desde o dia 26 de agosto, quando marcou na vitória por 4 a 1 sobre a Real Sociedad.

A última rodada aumentou ainda mais essa diferença de momento. Enquanto Raphinha vinha de seis gols em dois jogos pelo Barcelona, Vinícius teve dificuldades na derrota do Real Madrid por 2 a 1 diante do Atlético de Madrid. O camisa 7 não conseguiu ser decisivo no dérbi e acabou substituído durante a segunda etapa.
Para mim, porém, seria precipitado transformar essa diferença em uma discussão sobre quem deve ser mais importante para a Seleção. Vini mostrou durante os últimos anos o tamanho de sua capacidade e chega ao novo ciclo como um dos nove jogadores da Copa do Mundo mantidos por Ancelotti. O momento atual mostra apenas que Raphinha chega muito mais pronto para assumir responsabilidades imediatamente.
Essa situação pode inclusive oferecer uma alternativa interessante para Ancelotti. Raphinha deixou de ser somente um jogador capaz de atuar pelos lados e mostrou no Barcelona que também pode produzir centralizado. Com Endrick, Estêvão e Rayan entre os jovens chamados para o ataque, descobrir como aproveitar a nova versão do camisa 11 será uma das questões desta Data Fifa.
Ancelotti precisa fazer dupla render no Brasil
Raphinha e Vinícius, portanto, começam o caminho para 2030 partindo de pontos bastante diferentes. Um chega como principal brasileiro do futebol europeu neste começo de temporada, enquanto o outro procura recuperar sua melhor versão no Real Madrid. Para Ancelotti, o desafio não precisa ser escolher entre os dois, mas encontrar uma maneira de aproveitar o melhor de ambos durante a renovação da Seleção Brasileira.




