Raphinha foi cortado da Seleção Brasileira após sentir um desconforto muscular no amistoso contra a Austrália. Segundo informações do GE, Carlo Ancelotti optou por não convocar outro jogador para a vaga e trabalhará com as opções que já possui no elenco. Neste cenário, um nome merece oportunidade: Estêvão, do Chelsea.
A mudança não significaria apenas trocar um atacante pelo outro. Raphinha oferece muita movimentação sem a bola, intensidade na pressão e facilidade para ocupar diferentes posições. O jogador do Barcelona pode atuar aberto, entrar por dentro e até aparecer como referência móvel.
Estêvão oferece um tipo diferente de ameaça. O jovem é mais perigoso quando recebe a bola e pode partir para cima do marcador, utilizando drible, aceleração e mudanças rápidas de direção para criar vantagem. Antes de ficar fora da Copa do Mundo por lesão, inclusive, o atacante havia conquistado protagonismo no início do trabalho de Ancelotti.
Sem Raphinha, portanto, o Brasil perderia parte da movimentação e da experiência oferecidas pelo camisa 10, mas ganharia um jogador mais voltado ao desequilíbrio individual. A ausência do atacante do Barcelona pode justamente ser a oportunidade para Ancelotti adaptar o ataque e explorar características diferentes.
Como fica a Seleção com Estêvão?
No 4-3-3, Estêvão pode começar aberto pela direita, com Vinicius Junior ocupando o lado esquerdo. O Brasil passaria a ter dois pontas capazes de receber de frente para o marcador e criar vantagem no um contra um. Contra adversários mais fechados, essa capacidade de drible pode ser fundamental para abrir espaços.
O atacante do Chelsea também não precisa permanecer preso ao corredor. Com a bola dominada, pode cortar para dentro com a perna esquerda e se aproximar da área, enquanto o lateral avança por fora. Essa movimentação obriga a defesa a escolher entre acompanhar Estêvão ou proteger a ultrapassagem do camisa 2.
Ancelotti ainda poderia completar o ataque com Endrick centralizado. Com Vinicius Junior pela esquerda, Estêvão pela direita e o camisa 9 ocupando a região central, a Seleção teria velocidade, drible e presença na área. Seria um trio jovem e agressivo, capaz de oferecer ao Brasil uma dinâmica diferente daquela construída com Raphinha.
Quando o Brasil joga?
Após empatar com a Austrália por 1 a 1 e vencer o mesmo adversário por 4 a 2 na última terça-feira (29), a Seleção Brasileira fará o último amistoso desta Data Fifa contra a Índia. Jogando em Calcutá, a equipe de Carlo Ancelotti enfrenta os donos da casa neste sábado (03), às 11h (de Brasília).




