Não dá mais para Estêvão ficar esperando a boa vontade de Xabi Alonso. O futebol não costuma oferecer tempo ilimitado a quem permanece no banco, e o brasileiro precisa voltar a ter oportunidades para desenvolver seu talento. Nesse cenário, vejo um destino especialmente interessante: o PSG. O clube francês já havia demonstrado interesse no atacante quando ele defendia o Palmeiras e, agora, poderia oferecer o espaço que falta no Chelsea.
Por que Estêvão seria ideal no PSG?
A oportunidade surge em um momento importante para o time de Luis Enrique. Com Kvaratskhelia afastado pelo restante da temporada, o treinador perdeu uma de suas principais alternativas ofensivas. Estêvão poderia assumir uma vaga provisória entre os titulares, embora isso exigisse reorganizar o posicionamento dos atacantes. Sua chegada permitiria manter velocidade, criatividade e capacidade de desequilíbrio.
O potencial para jogar em alto nível já apareceu na Inglaterra. Em sua primeira temporada pelo Chelsea, em 2025/26, o ex-palmeirense disputou 36 partidas, marcou oito gols e distribuiu quatro assistências, mesmo atravessando o período inicial de adaptação ao futebol europeu. São números que considero positivos para um jogador jovem.
A situação mudou com a chegada de Xabi Alonso. Em 2026/27, o brasileiro participou de apenas oito jogos e acumulou 172 minutos em campo, segundo o Transfermarkt. Utilizado como ponta-direita e meia-atacante, não encontrou continuidade suficiente para demonstrar suas qualidades. Não vejo sentido em permanecer indefinidamente nessa condição.
O PSG, por outro lado, possui um modelo que pode favorecer suas principais características. Estêvão consegue enfrentar marcadores individualmente, criar espaços com mudanças rápidas de direção e encontrar passes pelo centro. Em uma equipe que valoriza a posse ofensiva e a movimentação dos atacantes, teria condições de contribuir desde sua chegada.
Como Estêvão jogaria no trio de ataque do PSG?
A posição mais adequada seria a ponta direita, em um esquema próximo do 4-3-3. Canhoto, Estêvão gosta de receber aberto, atrair o lateral e conduzir em direção ao centro para finalizar ou encontrar um companheiro. Sua principal virtude está no drible curto, que permite criar vantagens mesmo diante de defesas compactas.
A combinação com Achraf Hakimi seria interessante. Quando o brasileiro cortasse para dentro, o lateral poderia avançar pelo corredor e oferecer uma opção de passe. Essa movimentação obrigaria a defesa adversária a escolher entre acompanhar a ultrapassagem ou proteger a entrada da área. Além disso, Estêvão possui visão de jogo para participar de tabelas e encontrar passes diagonais.
Para o futuro, também consigo imaginar um trio formado pelo brasileiro, Ousmane Dembélé e Kvaratskhelia. O jogador de 19 anos atuaria pela direita, o francês ocuparia a referência central com liberdade para se movimentar e o georgiano permaneceria à esquerda. A distribuição permitiria explorar diferentes corredores, com três jogadores capazes de superar adversários e trocar posições.
Entretanto, o encaixe não dependeria exclusivamente do talento. Luis Enrique exige participação na pressão, disciplina para fechar linhas de passe e capacidade de reagir após a perda da bola. Estêvão ainda pode evoluir nesses aspectos, assim como na escolha entre driblar e acelerar a circulação. Considero que trabalhar sob essas exigências seria positivo para seu desenvolvimento, permitindo que se tornasse um atacante mais completo.

Imagem gerada pelo ChatGPT
Brasileiro do Chelsea seria solução para Luis Enrique
O PSG perdeu Kvaratskheliapelo restante da temporada, enquanto Estêvão precisa de minutos para recuperar o protagonismo. Vejo uma oportunidade de benefício mútuo: Luis Enrique ganharia uma alternativa de desequilíbrio pela direita, e o brasileiro encontraria um ambiente no qual suas características poderiam ser valorizadas.
A concorrência com Dembélé e Doué continuaria existindo, e uma transferência não garantiria titularidade automática. Ainda assim, considero mais promissor disputar espaço em um projeto que pode aproveitar seu futebol do que permanecer sem continuidade no Chelsea. Meu veredito é que o gigante francês representa a melhor alternativa para o ex-Palmeiras neste momento.




