Vinicius Júnior continua sendo um dos principais nomes do futebol brasileiro, mas ainda encontra dificuldades para entregar o mesmo do Real Madrid na Seleção. O desafio de Carlo Ancelotti neste ciclo para 2030 será encontrar uma maneira de fazer o atleta render mais pelo Brasil.
O jogador teve um bom desempenho na Copa do Mundo, se aproximando do que entrega no time espanhol. Porém, sua atuação no amistosos contra a Austrália foi abaixo do esperado, o atleta ainda está devendo com a camisa da Amarelinha.
Na Seleção, a questão não passa apenas pelo desempenho individual de Vinicius Júnior. Ancelotti ainda busca o modelo ideal de jogo, principalmente no entrosamento entre os atacantes.
Por que Vinicius Júnior enfrenta dificuldades na Seleção?
No Real Madrid, Vinicius Júnior está acostumado a ter espaço para acelerar, receber aberto e enfrentar os defensores no um contra um. Na Seleção, quando o time tem dificuldade para construir as jogadas, em certas oportunidades, o atacante recebe a bola mais distante da área e precisa participar de uma construção de jogadas que não é favorável para suas características.
Porém, conforme citado acima, Ancelotti já encontrou uma solução que funcionou durante a Copa do Mundo. No jogo contra o Haiti, por exemplo, o treinador escalou Vinicius mais por dentro, permitindo que o brasileiro atuasse próximo ao gol e tivesse maior liberdade para aparecer entre os defensores.
No Mundial, inclusive, o camisa 7 foi considerado o principal jogador da equipe. Em cinco jogos disputados, o atleta balançou as redes em quatro oportunidades e contribuiu com mais uma assistência.
Ancelotti precisa montar um esquema em torno do atacante
A solução para que Vinicius Júnior volte a render o esperado na Seleção Brasileira pode estar no sistema de jogo. Assim como na Copa, Ancelotti precisa montar um esquema que favoreça o estilo de jogo do atacante.
A ideia principal é que Vini tenha liberdade para atacar os espaços e alternar entre a ponta e o setor central do ataque, sem funções defensivas, com liberdade para flutuar no setor ofensivo.

Em contrapartida, nesse cenário, o treinador também precisará encontrar uma forma de não comprometer o sistema defensivo, principalmente na recomposição para marcar. O treinador terá um período de quatro anos até o próximo Mundial para definir o melhor esquema tático.




