O diretor de futebol Anderson Barros reconheceu que Abel Ferreira esteve por detalhes para deixar o Palmeiras. De acordo com informações dos canais ESPN, o caso ocorreu em 2024. Em entrevista concedida ao programa Bola da Vez, o dirigente relatou que o técnico português aceitou uma proposta do Al Sadd. 

No entanto, Abel Ferreira recuou antes de assumir o clube do Catar. O caso tramitou na Fifa. O Al Sadd alegou que o lusitano assinou um pré-contrato e cobrou 5 milhões de euros de indenização. 

O Verdão firmou um acordo, em agosto do ano passado. “Houve a possibilidade do clube catari, mas ele próprio recuou. Isso que ele sempre me disse. Disse antes de tudo acontecer e que nós precisávamos resolver isso. Não é fácil ter apenas um técnico neste período. Ele assumiu um compromisso sim com o clube catari. Por isso, fizemos um acordo”, declarou.

Anderson Barros defende Abel Ferreira, denunciado pelo STJD 

O técnico do Palmeiras foi expulso contra o São Paulo e corre risco de pegar até seis jogos de suspensão, noticiou o site ESPN. Abel Ferreira será julgado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). 

Anderson Barros defendeu o funcionário palmeirense. “É um treinador extremamente jovem, com uma capacidade fora dos padrões normais, mas extremamente sanguíneo, principalmente à beira do campo. Houve uma denúncia no STJD e eu me questiono. Existe uma grande falta quando ele é expulso. Ele é uma liderança para os atletas. Já é uma punição”, analisou.

Abel Ferreira foi defendido por Anderson Barros (foto: Rodrigo Valle/Getty Images)

O dirigente do Palmeiras acrescentou: “O que é mais grave: uma instituição publicar dados do árbitro, um clube dizer que um árbitro não vai apitar mais jogos daquele time ou um diretor apontar erros passados de um árbitro? Essas ações não são mais graves?”, refletiu. 

Próximo jogo do Palmeiras

O Verdão retorna a campo no dia 2 de abril. Vai jogar contra o Grêmio, às 21h30 (horário de Brasília) pelo Campeonato Brasileiro.