A má fase vivenciada por Vinicius Junior neste início de temporada no Real Madrid ultrapassou os limites do futebol espanhol e acendeu um sinal de alerta crucial. Não apenas por decisões ruins, mas o comportamento do brasileiro dentro de campo deveria preocupar também a seleção brasileira.
Quem acompanhou a vitória do Real Madrid por 3 a 2 sobre o Elche, nesta terça (15), pela La Liga, pode perceber que o camisa 7 apresentou momentos de displicência, falta de sintonia com o coletivo e uma ausência incômoda do protagonismo que o consagrou.
A atuação apagada escancarou esse momento delicado e rendeu fortes cobranças da imprensa espanhola. O diário “AS” chegou a pedir o jovem Espí como titular, enquanto o “Marca” definiu o brasileiro como “ineficaz”, destacando que em outros tempos ele teria balançado as redes.
Como isso afeta a Seleção Brasileira?
Essa queda de rendimento contrasta fortemente com o futebol incisivo e decisivo que o camisa 7 exibiu durante a última Copa do Mundo. A falta de inspiração do craque cria um cenário atípico para quem se acostumou a liderar o setor ofensivo merengue em decisões de Champions League.
O momento oscilante gera preocupações legítimas para o início de trabalho da comissão técnica de Ancelotti. A questão principal não gira em torno dos amistosos imediatos contra Austrália e Índia, mas sim na construção estrutural de uma base sólida de trabalho.
Até o momento, o italiano ainda não encontrou uma espinha dorsal definitiva e busca criar um time competitivo. Para que esse processo de montagem engrene com sucesso, a presença de um Vinicius em sua plenitude física e técnica se mostra totalmente indispensável no dia a dia.
O “velho” Vini Jr precisa voltar o mais rápido possível
Neste sentido, Ancelotti e seu ex-clube Real Madrid necessitam do mesmo: do retorno do velho Vini Jr. Aquela ousadia nos dribles e o protagonismo são essencial mesmo quatro anos antes da Copa de 2030, já que brilho é algo que esta seleção necessita urgentemente.
A cobrança pesada no Real serve como aviso e algo positivo para o Brasil, já que o próprio sabe que precisa melhorar. Acostumado a superar adversidades na Espanha, o astro precisa reencontrar a alegria e a eficiência que o transformaram em um dos melhores. A boa notícia? Ele tem tempo e futebol para isso.




