O meio-campista do Corinthians, Breno Bidon, foi convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira principal, para os primeiros compromissos do Brasil após a Copa do Mundo, nos dois confrontos contra a Austrália e a partida contra a Índia. Os confrontos aconteceram entre o final do mês de setembro e começo deste mês. Acontece que isso tem boa chance de influenciar em seu futuro.
Vejo a ida do meia para a Amarelinha tendo tudo para fazer com que o assédio de clubes europeus se intensifique, pensando em uma transferência para 2027. Uma saída dele do Timão na janela de transferência já era algo que muitos acreditavam que seria sacramentada. No entanto, nada evoluiu, como as conversas recentes com o Besiktas, da Turquia.
“Decidi encerrar as conversas por não sentir segurança no projeto. Temos feito um trabalho muito bonito e responsável com o Breno, com ajuda do Corinthians, que tem sido impecável desde o início, quando ele chegou no sub-14. O clube estava disposto a avaliar alguma situação, ainda que abaixo do valor que eles imaginavam, para pensar no futuro do jogador, caso ele decidisse sair”, disse o empresário do atleta Fernando Brito, na ocasião.
Bidon teve pouca minutagem na Seleção Brasileira, totalizando 26 minutos apenas e entrando em dois dos três amistosos. Ainda assim, ele deixou uma boa impressão e foi elogiado por Carlo Ancelotti. De toda forma, só o fato de ter vestido a camisa da Seleção Brasileira já deve fazer muitos clubes, incluindo potências europeias, ficarem de olhos bem abertos em sua situação.
O camisa 7 renovou seu vínculo até dezembro de 2029 e o Clube Paulista é dono de 90% de seus direitos econômicos. O problema é que em crise financeira, a diretoria corinthiana pode aceitar receber um valor muito abaixo do que ele vale, o que é um desânimo grande para o torcedor corinthiano. Para se ter uma ideia, a oferta que os turcos sinalizaram era de 18 milhões de euros (R$ 105,7 milhões conforme a cotação atual).

Foto: Imagem gerada por inteligência artificial – ChatGPT
Talento fez Breno Bidon ter ascensão meteórica
O meia fez um caminho nos profissionais diferente do normal. Rapidamente, ele passou a atuar com frequência logo no ano em que chegou no time profissional, em 2024, atuando em 44 partidas com o time que na época era comandado pelo treinador Ramón Díaz. O futebol promissor apresentado desde a base demonstrava que ele tinha talento para jogar, mesmo tão jovem.
Com o tempo, ele foi evoluindo, ainda que tenha oscilado muito no atual processo. Hoje mesmo, com Fernando Diniz, Bidon não tem conseguido fazer a diferença para o Corinthians, assim como todo o time, que tem tido atuações ruins, fazendo a equipe paulista voltar a brigar contra o rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Ainda assim, ele é importante.
Hoje, é considerado um dos principais jogadores do time e talvez o mais talentoso. Tenho a convicção de que no momento em que a diretoria do Alvinegro Paulista sacramentar a sua venda, ele fará muito falta para a equipe. Ainda mais no cenário atual em que o argentino Rodrigo Garro não consegue performar, diferente de como foi em sua primeira temporada. Apesar disso, a venda passa a ser uma necessidade do clube.
Bidon pode ser um dos nomes da renovação da Seleção
A decisão do jogador sobre o próximo passo na carreira pode ser decisiva para os próximos anos. Com atuações em alto nível, em um time considerado como potência da Europa, é grande a chance dele estar presente no ciclo de Ancelotti pensando na próxima Copa do Mundo.
Por isso, eu julgo que a não ida para o Besiktas foi um acerto. Breno Bidon tem futebol para atuar em um time de ponta da Europa e penso que essa deva ser sua prioridade. Para isso, é essencial que tenha boas atuações pelo Corinthians até o final da atual temporada, ainda mais pela necessidade do time comandado por Fernando Diniz.




