O Fluminense entra em campo nesta terça-feira (18), às 19h (horário de Brasília), no Estádio Malvinas Argentinas, em Mendoza para encarar o Independiente Rivadavia , pelo jogo de volta das oitavas de final da Libertadores. E o Tricolor chega a Mendoza com uma mudança no comando e uma decisão que pode definir os próximos passos da temporada.
Depois da demissão de Luis Zubeldía, Marcão assume novamente a equipe e terá justamente em seu primeiro grande desafio a missão de buscar a classificação para as quartas de final da Libertadores contra o Independiente Rivadavia. O empate sem gols no Maracanã deixou o confronto completamente aberto: quem vencer avança, enquanto um novo empate leva a decisão para os pênaltis.
Qual é o desempenho do Fluminense com Marcão?
Marcão se tornou uma espécie de “bombeiro” do Fluminense pela frequência com que é acionado em períodos de turbulência. Agora, ele chega à 11ª passagem como interino e já conseguiu uma resposta importante antes da decisão continental: comandou a virada por 3 a 2 sobre o Palmeiras, no Maracanã, resultado que encerrou uma sequência de oito jogos sem vitória e devolveu confiança ao elenco.
O retrospecto ajuda a explicar por que o clube recorre novamente ao treinador. Antes da vitória sobre o Palmeiras, Marcão acumulava 73 jogos à frente do Fluminense, com 31 vitórias, 20 empates e 22 derrotas, além de 81 gols marcados e 63 sofridos.
Com o triunfo sobre o Palmeiras, chegou a 74 partidas, 32 vitórias e aproveitamento próximo de 51,6% dos pontos. Em outras passagens, também esteve envolvido em missões importantes, como a recuperação da equipe na luta contra o rebaixamento em 2019 e as campanhas que levaram o clube à Libertadores.
O que esperar do Fluminense para a decisão contra o Independiente Rivadavia?
A tendência para Mendoza é de um Fluminense mais pragmático e organizado. Marcão conhece o elenco e não precisa implementar um modelo completamente novo em poucos dias. A expectativa é por uma equipe compacta, competitiva, com atenção especial às transições e às bolas paradas. Ao mesmo tempo, o Tricolor não poderá simplesmente administrar o empate, já que um novo 0 a 0 levará a decisão para os pênaltis.

Apesar disso o cenário exige cuidado, já que o Independiente Rivadavia joga diante da própria torcida, no estádio Malvinas Argentinas, e já mostrou nesta Libertadores que pode complicar o Fluminense. Álex Arce é uma das principais ameaças do time argentino, enquanto o fator casa aumenta a pressão sobre os brasileiros. Para o Tricolor, controlar os espaços e não permitir que o adversário imponha o ritmo será fundamental para evitar uma partida de sofrimento.
A vitória sobre o Palmeiras dá a Marcão um ponto de partida importante. O Fluminense saiu atrás duas vezes e conseguiu buscar a virada nos minutos finais, mostrando uma capacidade de reação que o treinador pretende levar para a Libertadores. A missão agora é transformar essa recuperação emocional em maturidade para uma decisão fora de casa, valorizando jogadores experientes e evitando erros que possam comprometer a classificação.
A principal expectativa é que Marcão faça o Fluminense voltar a competir com mais segurança. Seu histórico mostra um treinador acostumado a assumir o time em momentos de pressão e recuperar rapidamente a confiança do grupo. Em Mendoza o desafio será maior: não basta apenas interromper uma sequência ruim, será necessário encontrar uma forma de superar o Independiente Rivadavia e manter vivo o objetivo de avançar às quartas de final da Libertadores.
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