A decisão da CBF e dos clubes das Séries A e B do Brasileirão de reduzir o teto de estrangeiros repercutiu forte no exterior. Imediatamente, a imprensa argentina comemorou a nova medida aprovada nesta segunda (21), apontando que o limite pode ajudar Boca, River Plate, Estudiantes e outros times locais.
Em diversos veículos, a decisão da entidade deve frear a hegemonia brasileira, principalmente na Libertadores. Em publicações, os jornais TYC Sports e o Diário Olé destacaram que a mudança deve impactar diretamente o número de vagas disponíveis para argentinos e outros gringos.
Já no Canal Comba | VAR de Copas, a ideia foi ainda mais comemorada. “Isso favorece muito o futebol argentino. Que aconteça isso […] Há clubes que não tem e nem tira craques, aí você olha o Flamengo, tem a cota cheia”, destacaram os debatedores do podcast argentino.
Mudança polêmica da CBF envolvendo gringos
Para a mídia argentina, a avaliação é unânime de que a presença de nomes consagrados vem tirando a competitividade das outras equipes sul-americanas. Em planejamento aprovado, a ideia é ter um corte gradual de uma vaga nas próximas quatro temporadas.
Atualmente, cada clube pode relacionar até nove estrangeiros, mas o limite cairá para oito em 2027 e chegará a cinco até 2030. Segundo levantamento do Somos Fanáticos, a redução acumulada na capacidade de relacionados atingirá o índice de 44,44% no total.
Em resposta, a CBF afirma que a ideia é frear a perda de espaço dos jovens, movimento que se intensificou desde 2023. Naquele ano, quando o teto subiu para sete gringos, a minutagem dos garotos despencou. A entidade avalia que a chegada de nomes rodados sufoca a maturação dos atletas formados.
Flamengo, Bahia e Londrina votaram contra
A partir do ano que vem, a lista de 50 inscritos na competição deverá contar com pelo menos 20 atletas de até 23 anos de idade. A meta da entidade é que, até 2030, metade do grupo seja obrigatoriamente preenchida por garotos formados nas categorias de base.
Apesar de ter a maioria, a votação não foi unânime e expôs divisões. Flamengo, Bahia e Londrina se posicionaram contra por divergências sobre montagem de elenco e competitividade. Atualmente, o Rubro-Negro conta com 10 estrangeiros e o Tricolor baiano nove, enquanto o Londrina não possui nenhum.




