Mais uma vez em sua carreira, o meia-atacante Neymar foi expulso por se envolver em confusões com adversários. Neste sábado (24), na partida do Santos contra o Bahia, pelo Campeonato Brasileiro, o camisa 10 se envolveu em uma confusão com Rodrigo Nestor e recebeu cartão vermelho. Primeiro, ele jogou a bola em cima do jogador do Bahia e, depois, colocou a mão na boca para falar com o jogador do Tricolor Baiano.
Como sabido, a nova regra diz que tal ação é passível de expulsão e foi o que aconteceu após o árbitro Sávio Pereira Sampaio ver a imagem no VAR. O jogador recebeu o vermelho direto e em todo o ocorrido ele se mostrou revoltado. Houve até um momento em que ele empurrou o treinador Rogério Ceni.
No intervalo da partida, o próprio Rodrigo Nestor concedeu entrevista e revelou que ele e o Bahia foram desrespeitados pelo meia-atacante: “Fui dar a mão para ele e ele jogou a bola em mim. Depois eu escutei uma série de coisas. Eu fui muito bem educado pela minha mãe e pelo meu pai, eu agradeço muito, sei do lugar que eu vim. Eu nasci em Itaquera, era muito difícil chegar onde eu cheguei, e eu tenho orgulho de vestir a camisa do Bahia. Ele sabe o que falou para mim, foi uma coisa muito desrespeitosa em relação a mim e a camisa do Bahia”, disse.
Inevitavelmente, a atitude de Neymar hoje me lembrou de alguns episódios que ele vivenciou quando defendia as cores do Paris Saint-Germain, da França, época em que era protagonista da equipe na Europa. Vejo que, mesmo mais experiente, hoje com 34 anos, o brasileiro não aprendeu com os erros que cometeu na França.
Não estou aqui para questionar sua história como jogador profissional. Sem dúvida, é o maior jogador brasileiro da última década e um dos mais talentosos da história do Brasil. No entanto, seu comportamento explosivo acabou sendo um problema em sua carreira, deixando marcas constantes em sua jornada. Está claro que essa postura segue presente.
Neymar teve expulsões no PSG por comportamentos explosivos
Foram cinco expulsões no total em sua passagem no futebol francês, de 2017 a 2023. Com isso, trago aqui alguns casos. Em partida contra o Bordeaux, em 2020, ele se irritou após uma entrada de Sabaly e acabou expulso após uma falta dura em Adli. Foi o segundo amarelo para o jogador nos acréscimos do confronto que terminou 4 a 3 para o PSG.
Outro caso aconteceu na temporada 2017-18, contra o Olympique de Marselha. Ele já estava irritado porque estava sendo caçado em campo. Depois de uma entrada de Lucas Ocampos, o brasileiro novamente explodiu e peitou o seu adversário, que caiu no chão, valorizando. O camisa 10 recebeu o segundo amarelo e, consequentemente, o vermelho. O adversário o provocou e ele caiu na provocação.
Em 2020-21, mais um episódio com o mesmo padrão. Após um lance na lateral, e já estando claramente irritado com o placar adverso, Neymar empurrou o português Tiago Djaló, que o tinha desarmado, e mais uma vez recebeu o segundo cartão amarelo, indo para o chuveiro mais cedo.
Todos os exemplos, incluindo o ocorrido pelo Santos neste sábado, mostram um padrão: o brasileiro fica irritado, se descontrola, é impulsivo e acaba expulso. Depois de tanto tempo e com tantos episódios parecidos, acredito que já estava na hora de ele ter aprendido com os erros. Agora, em sua reta final de carreira, não o vejo conseguindo mudar esse comportamento.

Foto: Imagem gerada por inteligência artificial – ChatGPT
Cenário diferente no Barcelona
Curiosamente, esse tipo de atitude não ocorreu muito no Barcelona, diferente do PSG. Pelo clube espanhol, ele foi expulso uma vez apenas, contra o Málaga, também no mesmo padrão que eu citei. Fica claro que em seus primeiros anos de Europa, os episódios de descontrole aconteceram com menos frequência.




