Raphinha vive um início espetacular no Barcelona de Hansi Flick. São cerca de 11 gols e três assistências em sete partidas, enquanto o time catalão já ultrapassou os 30 gols e mantém 100% de aproveitamento na temporada 2026/27.
A mudança de função explica parte desse impacto, já que sem um centroavante clássico, Flick aproximou Raphinha da área, transformando o ex-extremo em referência ofensiva. O resultado apareceu em atuações como o hat-trick contra o Racing Santander e as goleadas sobre Racing e Feyenoord.
Raphinha virou o motor do Barcelona?
O brasileiro não está sozinho, já que Lamine Yamal também exerce papel importante. Ainda assim, Raphinha virou o principal símbolo da transformação do Barcelona, combinando pressão, intensidade, finalização e liderança dentro de um time cada vez mais agressivo.
É aí que surge a contradição com o Bola de Ouro, mesmo terminando em quinto lugar em 2025, depois de uma temporada com 34 gols e dezenas de assistências, Raphinha ficou fora dos 30 finalistas de 2026. As lesões anteriores limitaram sua participação, mas o momento atual recoloca a discussão sobre os critérios da premiação.
A comparação com Messi reforça o tamanho da fase, isso porque Raphinha marcou seis gols nas quatro primeiras partidas de LaLiga, feito que apenas o argentino havia alcançado neste século. Mais do que repetir um número histórico, o brasileiro passou a ocupar um papel de liderança técnica e emocional no Barcelona.
O Barcelona depende de Raphinha para golear?
A força está no funcionamento coletivo, mas o brasileiro se tornou o rosto dessa transformação, principalmente pela capacidade de decidir e influenciar companheiros mais jovens, como Yamal.
Aos 29 anos, Raphinha vive uma fase de maturidade depois de uma trajetória que passou pelo Leeds até chegar ao protagonismo no Camp Nou. O contraste é justamente esse: enquanto o Barcelona transforma o brasileiro em peça central de uma máquina ofensiva, o Ballon d’Or sequer colocou seu nome entre os 30 indicados.
No fim, Raphinha “mata” o Ballon d’Or dentro de campo. Se continuar nesse ritmo, sua ausência deixará de ser apenas uma surpresa e passará a alimentar um debate maior sobre números, influência coletiva e os critérios usados para definir os melhores do mundo.




