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Direto da Redação

Análise: Tottenham mudou peças e treinador, mas ainda não encontrou quem assuma o peso de Kane e Son

Mesmo após reformular o elenco e investir no ataque, equipe de Roberto De Zerbi continua procurando novas referências ofensivas

Heung-Min Son and Harry Kane of Tottenham Hotspur warm up prior to the Premier League match between Tottenham Hotspur and Newcastle United at Tottenham Hotspur Stadium on April 03, 2022 in London, England.
© Getty ImagesHeung-Min Son and Harry Kane of Tottenham Hotspur warm up prior to the Premier League match between Tottenham Hotspur and Newcastle United at Tottenham Hotspur Stadium on April 03, 2022 in London, England.

É de conhecimento geral que o Tottenham mudou bastante desde que Harry Kane deixou o clube e, posteriormente, Son Heung-min também encerrou seu ciclo como grande referência ofensiva da equipe. Treinadores passaram, jogadores chegaram e novas ideias foram colocadas em prática. Mesmo assim, para mim, existe uma questão que continua acompanhando o clube, ninguém conseguiu assumir de maneira consistente o peso que os dois carregavam no ataque.

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Não acredito que o problema esteja simplesmente em encontrar outro jogador capaz de repetir os números do inglês ou ser decisivo como o coreano, isso seria estabelecer uma comparação praticamente impossível com as peças que o time tem atualmente em seu escrete.  

Investimentos ainda não resolveram o problema

Dominic Solanke foi contratado, outros atacantes chegaram e Roberto De Zerbi recebeu um elenco bastante modificado para desenvolver sua proposta. O Tottenham trouxe dez jogadores na última janela, e nomes como Omar Marmoush, Savio, Mohammed Kudus e Mathys Tel fazem parte das alternativas ofensivas que o treinador tenta encaixar. Para mim, porém, quantidade de opções não significa necessariamente ter uma referência consolidada.

O início desta Premier League deixa esse problema ainda mais evidente. O Tottenham passou as quatro primeiras rodadas sem marcar e chegou a 51 finalizações sem balançar as redes na competição. No último jogo, mesmo indo às redes, perdeu por 3 a 2 para o Aston Villa. 

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Richarlison deve voltar a ser utilizado? 

A situação de Richarlison torna esse cenário ainda mais curioso. O brasileiro ficou fora da lista da Premier League depois de manifestar o desejo de deixar o clube, enquanto De Zerbi afirmou que tentou convencê-lo a permanecer. Não vejo o ‘pombo’ necessariamente como a resposta para tudo, mas sua ausência aumenta a sensação de que o time possui várias peças para o setor e, ao mesmo tempo, ainda procura alguém capaz de assumir responsabilidade nos momentos mais complicados.

Também considero importante separar qualidade individual de funcionamento coletivo. O Tottenham não precisa obrigatoriamente encontrar um “novo Kane” ou um “novo Son”. Talvez essa procura nem faça sentido. O desafio de De Zerbi é fazer com que gols e protagonismo sejam distribuídos entre Solanke, Marmoush, Kudus, Tel e os demais jogadores ofensivos. 

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De Zerbi precisa criar novas referências

Existe um último ponto que pode ajudar nessa reconstrução. Dejan Kulusevski voltou aos treinamentos depois de um longo período afastado, e De Zerbi chegou a tratar seu retorno como algo semelhante a uma nova contratação. Um jogador com capacidade de criação e associação pode mudar bastante o funcionamento de um ataque que, neste início, tem encontrado dificuldades justamente para transformar posse e volume em produção consistente.

Para mim, portanto, a grande questão do Tottenham não é descobrir quem será o ‘cara’ do elenco. É construir um ataque que finalmente consiga seguir em frente sem depender da lembrança dos dois. O clube já mudou treinador, investiu novamente e reformulou boa parte do elenco, mas o início de 2026/27 mostra que a reconstrução ofensiva ainda está incompleta

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