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Análise: Lesão de Koke aumenta responsabilidade de Pablo Barrios e obriga Simeone a reorganizar meio-campo do Atlético

Capitão sofre problema muscular na coxa esquerda, enquanto ausência de Johnny Cardoso amplia dificuldades do treinador antes do confronto com o Espanyol

Koke of Atletico de Madrid controls the ball during the LaLiga EA Sports match between Atletico de Madrid and Real Madrid CF at Riyadh Air Metropolitano on September 27, 2025 in Madrid, Spain.
© Getty ImagesKoke of Atletico de Madrid controls the ball during the LaLiga EA Sports match between Atletico de Madrid and Real Madrid CF at Riyadh Air Metropolitano on September 27, 2025 in Madrid, Spain.

O Atlético de Madrid terá de reorganizar seu meio-campo para enfrentar o Espanyol neste sábado (17), pela nona rodada de LaLiga. Koke sofreu uma lesão muscular no bíceps femoral da coxa esquerda e está fora da partida, enquanto Johnny Cardoso também não estará disponível por causa de uma indisposição. As ausências criam uma situação delicada para Diego Simeone, que vinha encontrando maior equilíbrio nas últimas apresentações. Considero que Pablo Barrios assume uma responsabilidade ainda mais importante, embora sua utilização também exija cuidados diante do desgaste acumulado.

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A confirmação do problema físico de Koke aconteceu nesta sexta-feira (16), depois de exames realizados pelo departamento médico do Atlético. O clube informou que o capitão passará por sessões de fisioterapia e trabalhos de readaptação, sem estabelecer uma previsão para seu retorno. A ausência representa uma dificuldade que ultrapassa a necessidade de encontrar outro titular, principalmente pela experiência do espanhol na organização das jogadas. Na minha avaliação, Simeone perde uma referência capaz de controlar o ritmo da equipe e orientar o posicionamento dos companheiros durante diferentes momentos da partida.

A situação ficou ainda mais complicada com a indisponibilidade de Johnny Cardoso. O norte-americano havia apresentado uma atuação importante diante do Manchester United, pela Champions League, contribuindo para a proteção defensiva e a circulação da bola. Sem ele e Koke, o treinador precisa reorganizar funções que normalmente seriam distribuídas entre jogadores com características complementares. Acredito que esse cenário aumenta a exigência sobre Barrios, especialmente na passagem entre a recuperação da posse e a construção das jogadas ofensivas.

O jovem espanhol chega ao compromisso depois de marcar na vitória por 2 a 0 sobre o Manchester United, resultado que ampliou a confiança do Atlético. Entretanto, sua importância não pode ser resumida ao gol na competição europeia. A capacidade para conduzir a bola sob pressão, encontrar espaços e participar da recomposição tornou o meio-campista uma peça valiosa para Simeone. Considero que o principal desafio agora será preservar essas qualidades sem exigir que ele desempenhe simultaneamente todas as responsabilidades deixadas pelos companheiros ausentes.

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Pablo Barrios pode assumir protagonismo, mas precisa de proteção no meio-campo

Uma das características mais interessantes de Barrios está na facilidade para receber em espaços reduzidos e escapar da pressão adversária. Esse recurso permite ao Atlético avançar mesmo quando enfrenta equipes que procuram bloquear os passes pelo corredor central. Sem Koke, o espanhol pode ser solicitado com maior frequência na primeira fase da construção, aproximando-se dos zagueiros para oferecer uma alternativa de saída. Entretanto, acredito que essa mudança precisa ser acompanhada por outro jogador capaz de sustentar a organização defensiva.

Morten Hjulmand aparece como uma opção importante para dividir essas responsabilidades. O dinamarquês reúne características para atuar próximo da última linha, proteger a região central e oferecer apoio na circulação da posse. Uma parceria com Barrios permitiria distribuir melhor as tarefas, deixando o jovem espanhol com maior liberdade para conduzir a bola e acelerar as jogadas. Na minha avaliação, essa combinação merece atenção porque oferece uma solução sem obrigar Simeone a modificar completamente a estrutura utilizada nas últimas partidas.

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Outra possibilidade envolve Rodrigo Mendoza, que busca conquistar espaço nas escolhas do treinador. O meio-campista poderia acrescentar alternativas de movimentação e participação na construção, embora sua utilização represente uma aposta diferente daquela oferecida por jogadores mais experientes. Considero que o confronto diante do Espanyol pode servir para avaliar sua capacidade de contribuir em determinados momentos, principalmente se o Atlético precisar modificar o ritmo durante a segunda etapa. Isso não significa que uma oportunidade como titular esteja confirmada.

Marcos Llorente também surge como alternativa para atuar por dentro, posição na qual já desempenhou diferentes funções ao longo de sua trajetória. Sua intensidade, capacidade de recuperação e facilidade para atacar espaços poderiam oferecer uma resposta às ausências. Entretanto, deslocá-lo da lateral direita exigiria outra mudança na organização da equipe, especialmente na relação com Giuliano Simeone pelo corredor. Acredito que essa opção precisa ser avaliada considerando o funcionamento coletivo, e não apenas a possibilidade de acrescentar energia ao meio-campo.

A escolha do parceiro de Barrios também influencia a maneira como o Atlético pretende atacar. Com um jogador mais posicional ao seu lado, o espanhol pode aparecer em regiões próximas de Álex Baena e dos atacantes, oferecendo passes verticais e conduções que superem a primeira linha de pressão. Caso Simeone opte por uma formação com maior mobilidade, será necessário definir quem permanece responsável pela cobertura quando a equipe perde a bola. Na minha avaliação, encontrar esse equilíbrio representa a decisão mais importante para o treinador.

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Simeone precisa administrar Barrios antes de sequência exigente do Atlético

Além das mudanças táticas, existe uma preocupação relacionada à condição física de Barrios. O meio-campista vem acumulando responsabilidades e teve sua carga de trabalho administrada recentemente. Simeone reconheceu a importância do jovem, mas também destacou a necessidade de manter a evolução sem permitir que os elogios interfiram em seu rendimento. Considero que o treinador enfrenta uma escolha delicada: utilizar uma das principais referências do setor ou preservar parte de sua energia para os compromissos seguintes.

O calendário aumenta a complexidade dessa decisão. Depois de enfrentar o Espanyol, o Atlético terá um compromisso europeu diante do Stuttgart, na terça-feira (20). A proximidade entre as partidas reduz o tempo de recuperação e torna as rotações ainda mais importantes. Na minha avaliação, a ausência de Koke exige planejamento que vá além do próximo jogo, porque sobrecarregar Barrios agora poderia comprometer a capacidade de manter intensidade nas semanas seguintes. A equipe precisa encontrar alternativas sem depender permanentemente do mesmo jogador.

A organização defensiva também será colocada à prova. Sem dois integrantes importantes do setor central, o Atlético precisará impedir que os adversários encontrem espaços entre os volantes e os zagueiros. Cristian Romero e Dávid Hancko podem oferecer segurança na última linha, mas não devem ser obrigados a abandonar suas posições constantemente para interromper jogadas. Considero que a proteção oferecida pelo meio-campo será decisiva para manter a evolução recente, especialmente quando os laterais avançarem para participar da construção ofensiva.

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Outro aspecto envolve a contribuição dos jogadores posicionados pelos lados. Alejandro Grimaldo e Giuliano Simeone oferecem alternativas de amplitude e movimentação, mas também podem ajudar a reduzir a pressão sobre a região central ao disponibilizar linhas de passe. Se o Atlético conseguir distribuir melhor a circulação da bola, Barrios terá menos necessidade de participar de todas as etapas da construção. Acredito que essa variedade de soluções pode ser fundamental para compensar a ausência de Koke sem comprometer a identidade ofensiva que vem sendo desenvolvida.

A sequência de cinco vitórias consecutivas oferece confiança ao elenco, mas não elimina os problemas que surgem com as ausências. O próprio Simeone reconheceu que o Atlético continua em processo de construção e precisa melhorar aspectos defensivos e ofensivos. Esse entendimento ajuda a evitar uma interpretação exagerada sobre a recuperação recente. Na minha avaliação, o desafio diante do Espanyol será demonstrar que a equipe possui alternativas suficientes para manter sua competitividade mesmo quando perde jogadores importantes em posições estratégicas.

Considero que a lesão de Koke coloca Pablo Barrios diante de uma oportunidade importante para ampliar sua influência no Atlético de Madrid, mas também aumenta a responsabilidade de Simeone na gestão do elenco. O jovem reúne características para participar mais da construção e acelerar a chegada ao ataque, enquanto Hjulmand, Mendoza e Llorente oferecem soluções distintas para reorganizar o setor. A escolha mais adequada dependerá da capacidade de preservar o equilíbrio coletivo e administrar o desgaste físico. Mais do que encontrar um substituto para o capitão, o treinador precisa demonstrar que o meio-campo consegue funcionar de diferentes maneiras.

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