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Guilherme Smith celebra fase no Union SG e projeta futuro: “Tenho muito para evoluir”

Em entrevista exclusiva ao Somos Fanáticos Brasil, o atacante brasileiro de 23 anos falou sobre a adaptação à Bélgica, os desafios da carreira e seus objetivos na Europa

Guilherme Smith, atacante do Union SG. (Foto: Alex Bierens de Haan/Getty Images)
Guilherme Smith, atacante do Union SG. (Foto: Alex Bierens de Haan/Getty Images)

Guilherme Smith completou recentemente sua primeira temporada no futebol belga. Contratado pelo Union Saint-Gilloise em agosto de 2025, o ponta esquerda de 23 anos conquistou espaço na equipe e vive um momento importante no futebol europeu. Em entrevista exclusiva ao Somos Fanáticos Brasil, o brasileiro falou sobre a adaptação ao clube, a liderança no Campeonato Belga e os desafios enfrentados desde que deixou o Botafogo.

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O primeiro ano na Bélgica trouxe ao atacante a oportunidade de disputar uma competição que acompanhava desde a infância. “Sou muito feliz neste clube, que abriu as portas para mim e me deu a oportunidade de jogar uma Champions League, que sempre foi meu sonho de criança. Me sinto muito em casa. Acredito que iniciei fazendo bons jogos, mas tenho muito para evoluir ainda”, afirmou.

A liderança do Campeonato Belga também foi assunto da entrevista. Para o brasileiro, o desempenho do Union Saint-Gilloise está diretamente relacionado ao comprometimento coletivo. O atacante acredita que essa mentalidade pode levar a equipe a conquistar títulos na temporada. “O diferencial do Union é que o grupo é muito unido. A gente joga muito junto e todos que chegam já sabem do espírito do clube, que é dar a vida em todo jogo”, explicou.

A escolha pelo futebol belga, por sua vez, fez parte de uma avaliação sobre as possibilidades de crescimento na Europa. Antes de assinar contrato até junho de 2030, o ponta esquerda enxergou no projeto apresentado pelo Union SG uma oportunidade de alcançar novos patamares. “Eu já sabia que a Bélgica era uma porta de entrada muito grande para as principais ligas do mundo. Saem muitos jogadores toda temporada para essas ligas”, contou.

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Da base do Botafogo à Bélgica: os desafios na Europa

A trajetória de Guilherme Smith até o Union Saint-Gilloise passou por diferentes países e exigiu adaptações ainda no início da carreira. Revelado nas categorias de base do Botafogo, o atacante deixou o Brasil para defender o Zorya, da Ucrânia. Também passou pelas categorias de base do Braga, em Portugal, antes de retornar ao clube ucraniano e chegar ao futebol profissional. Posteriormente, foi negociado com o Kalju, da Estônia.

Entre todas essas experiências, a chegada à Ucrânia foi apontada como o momento mais difícil de adaptação. O brasileiro tinha apenas 18 anos e nunca havia morado fora do país. “Acredito que foi a Ucrânia o país mais difícil de me adaptar, porque fui com 18 anos e nunca tinha saído do país. Foi bem difícil mesmo, tanto que joguei bastante tempo no Sub-19 lá”, relembrou. 

As dificuldades enfrentadas também influenciaram sua maneira de lidar com o futebol. “Todos os clubes foram importantes. Aprendi muito com todos os staffs pelos quais passei, todos os diretores. Sou um atleta que gosta de escutar, aprender, evoluir, então todos os clubes foram muito importantes para mim”, destacou, ao comentar o amadurecimento construído durante os primeiros anos no continente europeu.

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O aprendizado, segundo Guilherme, não ficou restrito aos gramados. As mudanças de país e os obstáculos encontrados ao longo do caminho contribuíram para sua formação pessoal. “Amadureci bastante. Tive uma caminhada meio diferente, passei por alguns apertos, mas acredito que isso me fez ser mais forte, não só como atleta, mas como homem”, afirmou o ponta de 23 anos.

Guilherme Smith revela sonho de jogar na Inglaterra e Espanha

Com contrato até junho de 2030, Smith não esconde o desejo de alcançar campeonatos de maior projeção. Entretanto, faz questão de reconhecer a importância do Union Saint-Gilloise em sua trajetória. “Estou muito feliz aqui. Não sou muito de pensar em sair do clube em que estou, porque respeito muito o time. Mas, claro, a gente almeja estar nas maiores ligas do mundo, que são a Inglaterra e a Espanha”, declarou.

O atacante também reconheceu que a experiência na Bélgica ampliou sua visibilidade no mercado europeu, mas prefere concentrar as atenções no presente. Para ele, pensar constantemente no próximo passo pode prejudicar o trabalho necessário para continuar evoluindo. “Prefiro pensar no presente e deixar o futuro para meus empresários e Deus”, concluiu, em entrevista exclusiva ao Somos Fanáticos Brasil.

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