Kylian Mbappé terá que pagar cerca de € 60 mil, aproximadamente R$ 357 mil, ao Paris Saint-Germain por causa do bloqueio cautelar de contas bancárias solicitado por seus advogados em 2025. A decisão foi tomada pela Cour d’appel de Paris em 3 de setembro de 2026 e revelada pela L’Équipe. O valor chama atenção principalmente pelo contraste com outra decisão do mesmo conflito: em dezembro de 2025, o PSG foi condenado a pagar cerca de € 61 milhões, aproximadamente R$ 363,3 milhões, ao atacante.
Por que Mbappé foi condenado a pagar ao PSG?
A condenação recente está relacionada às saisies conservatoires, medidas que permitiram congelar temporariamente parte dos recursos do PSG enquanto a disputa judicial avançava. Segundo a L’Équipe, os bloqueios permaneceram por 45 dias, entre 10 de abril e 25 de maio de 2025, até serem anulados pela Justiça. O tribunal de apelação entendeu que o clube teve um prejuízo financeiro concreto com a indisponibilidade de sua tesouraria e fixou a indenização em € 60 mil, cerca de R$ 357 mil.
O PSG havia pedido uma compensação muito maior, alegando também prejuízos à imagem, à reputação e à organização interna provocados pela medida. Esses pedidos, porém, foram rejeitados pela Justiça francesa. A decisão reconheceu apenas o impacto financeiro relacionado à indisponibilidade temporária dos recursos, transformando a condenação em uma vitória limitada para o clube no capítulo mais recente da disputa.
O detalhe que torna o caso ainda mais curioso é que a mesma briga judicial produziu uma condenação muito mais pesada contra o PSG. Em 16 de dezembro de 2025, o Conseil de prud’hommes de Paris determinou que o clube pagasse € 60,9 milhões a Mbappé, valor que corresponde a aproximadamente R$ 362,7 milhões pela cotação usada nesta matéria. Segundo a L’Équipe e a Reuters, estavam incluídos salários não pagos, bônus e outras verbas relacionadas ao período final do contrato do atacante.
Quanto o PSG teve que pagar a Mbappé?
A conta determinada pela Justiça francesa incluía cerca de € 55 milhões em salários e bônus, além de aproximadamente € 5,9 milhões referentes a férias pagas e juros. A própria L’Équipe detalhou que entre as parcelas estavam € 36,66 milhões de uma terceira parcela do bônus de assinatura, € 17,25 milhões em salários de abril, maio e junho de 2024 e € 1,5 milhão em bônus de ética, além das respectivas verbas adicionais.

A diferença entre os dois valores deixa o contraste evidente: de um lado, Mbappé foi condenado agora a pagar € 60 mil, cerca de R$ 357 mil, ao PSG; do outro, o clube chegou a ser condenado a desembolsar € 60,9 milhões, cerca de R$ 362,7 milhões, ao francês. Em termos nominais, a condenação contra Mbappé representa menos de 0,1% do valor que o PSG foi obrigado a pagar na decisão trabalhista de dezembro.
A disputa nasceu após a saída de Mbappé do PSG, em 2024, para o Real Madrid, em transferência livre. O atacante cobrava valores que considerava pendentes, enquanto o clube apresentou suas próprias reivindicações e chegou a pedir centenas de milhões de euros em indenizações. A nova decisão da Cour d’appel de Paris não encerra apenas uma discussão sobre 60 mil euros, ela adiciona mais um capítulo a uma das maiores batalhas judiciais do futebol europeu nos últimos anos.




