Marcelo compartilhou um momento marcante de sua carreira durante entrevista ao jornalista Duda Garbi. O ex-Real Madrid contou que enfrentou uma crise de ansiedade na final da Champions League de 2018, disputada contra o Liverpool.
O brasileiro revelou que o nervosismo atingiu um nível extremo durante a partida. Em determinado momento, ele chegou a cogitar deixar o campo antes do apito final por conta das sensações que estava enfrentando.
“O que aconteceu nesse jogo foi que foi no dia do aniversário do meu avô. Foi contra o Liverpool. Eu estava passando por um processo. Tive um ataque de pânico, tive ansiedade, um monte de coisa durante um bom tempo.“, iniciou Marcelo.
“E nesse jogo me deu esse ataque de ansiedade. Faltava meia hora ainda para acabar o jogo, e aí eu pensei no meu avô, pensei no ataque que eu estava sentindo ali e falei: ‘Cara, eu peço para sair ou não?’ Isso na final da Champions”, acrescentou.
Dúvida sobre permanecer em campo durante a decisão
Segundo Marcelo, a lembrança do avô e a crise de ansiedade aconteceram simultaneamente enquanto a decisão ainda estava em andamento. O ex-jogador explicou que passou a questionar se deveria continuar participando da partida.
Mesmo diante do cenário, optou por seguir em campo até o fim. O ex-Real Madrid que as emoções tomaram conta e que acabou chorando durante o confronto sem compreender exatamente o que estava acontecendo.
“Aí eu falei: ‘Saio ou não saio?’ Eu falei: ‘Ah, se eu morrer, eu morro aqui mesmo. Vou morrer felizão, entendeu?’ E foi o que aconteceu. Aí eu comecei a chorar, tipo de não saber o que estava acontecendo. E aí, quando acabou, aí eu comecei a chorar mais ainda, mas já mais relaxado”, continuou Marcelo.
Marcelo reforça importância do acompanhamento psicológico
Ao longo da conversa, Marcelo aproveitou para abordar a relevância dos cuidados com a saúde mental. Ele destacou que atletas convivem constantemente com cobranças e situações de alta pressão por resultados.
Em sua visão, muitas pessoas passam por dificuldades semelhantes sem perceber os sinais. Marcelo afirmou que a final representou o ponto mais intenso de sua ansiedade, reforçando a necessidade de acompanhamento profissional.
“Normalmente a gente passa por isso e não percebe. Por isso que é muito importante terapia, psicologia. Isso para a gente que lida com muita pressão, com muito nervosismo o tempo todo. De não saber o que vai acontecer, porque a gente joga toda hora. Óbvio que, quando é ponto corrido, tu sabe se pode empatar.”, avaliou.
“Mas normalmente no resultado é: ou você ganha, ou você perde, porque na final não tem essa. Ou ganha um, ou ganha o outro. Então é muita pressão o tempo todo. Tem que ganhar, ganhar, ganhar. E isso acontece com muita gente, só que as pessoas não percebem. Eu percebi em algum momento e tive alguns cuidados, só que nesse dia bateu o pico e eu desabei”, concluiu Marcelo.




