A FIFA estabeleceu como uma de suas principais metas tornar a Copa do Mundo Feminina no Brasil, em 2027, a primeira edição com superávit do torneio. Para adequar as estruturas esportivas, o comitê organizador vem realizando vistorias técnicas nas oito cidades-sede em setembro.
Durante a inspeção à Arena Castelão neste domingo, o diretor de operações Thiago Jannuzzi ressaltou o momento financeiro da competição. Em entrevista ao GE, o dirigente recordou que a edição na França e Austrália, justificando a busca pelo lucro histórico no país.
“Isso mostra para todos os entes que trabalham com a modalidade que, sim, o futebol feminino pode ser superavitário. Depende do investimento que se faz, e não é um investimento de curto prazo, ele demora a retornar, mas, sim, ele retorna“, disse.
Presença feminina já é considerada um sucesso
Além dos lucros, a entidade projeta um forte legado cultural no futebol brasileiro com a presença de 70% de mulheres no staff. Jannuzzi pontuou a importância do investimento constante para mudar o patamar e o entendimento sobre o esporte no cenário internacional.
“A gente tem trabalhado muito essa questão cultural no legado para esta Copa do Mundo Feminina de 2027, buscando uma mudança de cultura, de entendimento e de patamar do futebol feminino“, analisou.
“Ver esse estádio lotado nos nove jogos que a Arena Castelão vai receber é mais do que um incentivo ao povo brasileiro para entender o quão desenvolvido e valorizado o futebol feminino é no mundo hoje em dia“, completou.
Copa do Mundo masculina de 2014 como exemplo
Uma comitiva com cerca de 100 funcionários inspeciona acessos, gramados e sinal de Wi-Fi dos estádios participantes. O planejamento inclui reuniões mensais e novas vistorias presenciais programadas para 2027, garantindo ajustes finais na operação das praças esportivas.
O aproveitamento da estrutura legada pelo Mundial Masculino de 2014 foi determinante para a escolha do Brasil como sede. Jannuzzi frisou a relevância dos investimentos já realizados no transporte público, aeroportos e na malha viária das capitais brasileiras.
“A gente tem batido muito na tecla de que a Copa do Mundo Masculina de 2014 deixou um legado de infraestrutura muito grande no país, não apenas restrito aos estádios, mas também em aeroportos, rodovias e malha ferroviária com metrôs em muitas cidades. Esta Copa do Mundo Feminina vai usufruir desse legado“, disse.




