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Liga das Nações

Raio-X de França x Itália: Como Dembélé pode assumir o protagonismo no primeiro grande teste de Zidane

Sem Mbappé, França aposta na mobilidade de Dembélé, Olise e Doué diante de uma Itália que chega embalada após goleada

FOXBOROUGH, MASSACHUSETTS - JULY 09: Ousmane Dembele #7 of France celebrates scoring his team's second goal during the FIFA World Cup 2026 Quarter Final match between France and Morocco at Boston Stadium on July 09, 2026 in Foxborough, Massachusetts. (Photo by Shaun Botterill/Getty Images)
© Getty ImagesFOXBOROUGH, MASSACHUSETTS - JULY 09: Ousmane Dembele #7 of France celebrates scoring his team's second goal during the FIFA World Cup 2026 Quarter Final match between France and Morocco at Boston Stadium on July 09, 2026 in Foxborough, Massachusetts. (Photo by Shaun Botterill/Getty Images)

1. O momento do confronto: França chega invicta, mas sem Mbappé

França x Itáliachegam ao terceiro jogo da Liga das Nações em momentos diferentes. A seleção francesa venceu Turquia e Bélgica por 1 a 0 e lidera o Grupo A1 com seis pontos, enquanto os italianos perderam para a Bélgica na estreia e reagiram com uma goleada por 4 a 1 sobre a Turquia.

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O duelo no Stade de France também representa o primeiro grande teste de Zinedine Zidane diante da torcida. O treinador iniciou seu trabalho com duas vitórias, mas ainda sem conseguir contar com Kylian Mbappé, que sofreu uma lesão no joelho esquerdo na estreia contra a Turquia e foi cortado da seleção.

Nesse cenário, Ousmane Dembélé ganha importância. O atacante aparece como uma das principais referências ofensivas de uma França que precisa encontrar soluções diferentes sem seu goleador. Ao lado de Michael Olise e Désiré Doué, ele forma um trio com mobilidade para atacar diferentes zonas do campo.

A Itália, por outro lado, chega ao duelo depois de recuperar confiança. A goleada sobre a Turquia mostrou uma equipe mais agressiva, com gols de Alessandro Bastoni, Davide Frattesi, Michael Kayode e Pio Esposito. O desafio agora é repetir essa produção contra uma França que ainda não sofreu gols.

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2. Indicadores de impacto no duelo

Métrica / Aspecto TáticoFrançaItália
Campanha2 vitórias e 2 jogos1 vitória e 1 derrota
Gols sofridos03
Momento ofensivo2 gols e 2 jogos4 gols contra a Turquia
Principal referênciaOusmane DembéléPio Esposito
CriaçãoMobilidade entre Dembélé, Olise e DouéTonalli e Frattesi aproximando-se dos atacantes
Ponto de atençãoAusência de MbappéManter equilíbrio após avançar os laterais

A principal diferença está na consistência defensiva. Os franceses ainda não sofreram gols nas duas primeiras rodadas e venceram os dois compromissos pelo placar mínimo. Do contrário, os italianos sofreram dois gols na derrota para a Bélgica, mas conseguiram corrigir parte dos problemas e marcaram

quatro vezes contra a Turquia.

Sendo assim, a tendência é de um jogo em que a França tente controlar o ritmo e a Itália busque aproveitar momentos de transição. Para os italianos, atacar sem oferecer espaço nas costas será fundamental diante da velocidade dos franceses.

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3. O papel tático de Dembélé no esquema de Zidane

Sem Mbappé, Dembélé passa a ter uma responsabilidade diferente no ataque francês. O jogador pode partir do lado direito, mas tem liberdade para se aproximar da área, trocar de posição e participar das construções por dentro.

  • Mobilidade ofensiva: Dembélé pode alternar entre o corredor direito e zonas centrais, dificultando a marcação italiana e criando espaço para a entrada de Olise e Doué.
  • Ataque ao espaço: A velocidade do atacante será especialmente importante quando a Itália perder a bola com muitos jogadores à frente. Uma recuperação francesa seguida de passe vertical pode colocar Dembélé em condições de acelerar contra a defesa aberta.
  • Pressão após a perda: A proximidade dos três atacantes também permite que a França tente recuperar rapidamente a posse no campo ofensivo. Dembélé terá papel importante para impedir que a Itália saia jogando com tranquilidade.

O desafio será substituir, coletivamente, parte da produção que normalmente passa por Mbappé. Em vez de concentrar o ataque em uma única referência, Zidane pode utilizar a movimentação do trio ofensivo para distribuir a responsabilidade pela criação e pela finalização.

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4. Encaixe tático contra a Itália

A França deve encontrar uma Itália mais confiante do que aquela que perdeu para a Bélgica. O sistema italiano mostrou evolução contra a Turquia, principalmente na capacidade de ocupar a área e chegar com mais jogadores ao último terço.

  • Dembélé contra a recomposição italiana: O principal duelo pelos lados pode acontecer quando a França recuperar a bola. Se a Itália avançar seus laterais, Dembélé terá espaço para atacar a região entre lateral e zagueiro.
  • Tonali como ponto de equilíbrio: O meio-campista italiano terá importância para controlar a circulação francesa e impedir que o adversário encontre passes verticais com facilidade. A capacidade de Tonali de pressionar e acelerar a saída também pode definir o ritmo italiano.
  • Pio Esposito entre os zagueiros: O jovem atacante marcou contra a Turquia e oferece à Itália uma referência física na área. Contra Upamecano e Lacroix, porém, terá de encontrar espaço diante de uma defesa que ainda não sofreu gols no torneio.
  • Olise entrelinhas: Com Dembélé e Doué oferecendo profundidade, Olise pode explorar o espaço entre o meio-campo e a defesa italiana. Esse movimento pode ser importante para desmontar uma linha defensiva compacta.

5. O que observar durante a partida

  1. A movimentação de Dembélé: Observe se o atacante permanecerá aberto pela direita ou se Zidane permitirá que ele ataque mais frequentemente pelo centro.
  2. A reação italiana às transições: A Itália precisará evitar perdas de bola com muitos jogadores à frente. Cada recuperação francesa pode transformar-se rapidamente em uma situação de perigo.
  3. O comportamento de Olise: Sem Mbappé, o meia-atacante pode ganhar ainda mais responsabilidade na criação. Sua movimentação entre as linhas será um dos caminhos para a França superar a marcação italiana.
  4. A resposta de Pio Esposito: Depois de marcar na goleada sobre a Turquia, o jovem atacante terá pela frente uma defesa francesa que ainda não foi vazada nesta edição.
  5. O controle de Tonali: A capacidade do meio-campista de equilibrar a equipe italiana será fundamental para impedir que a França domine o setor central.
  6. O primeiro grande teste de Zidane: As duas primeiras vitórias deram ao treinador um início perfeito, mas o confronto com a Itália coloca sua França diante de um adversário de maior peso e com capacidade para testar sua organização defensiva.
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