A despedida de Lionel Messi pela Argentina terminou em festa no Monumental, mas deixou um sentimento de frustração para o adversário da partida comemorativa. Depois da derrota por 3 a 0, o técnico do Benin, Gernot Rohr, reclamou do tratamento recebido pela delegação e revelou que seus jogadores não conseguiram sequer tirar uma foto com o camisa 10 ou trocar camisas após a partida.
Em entrevista ao programa francês Rothen s’enflamme, da RMC, Rohr resumiu a experiência como uma tentativa frustrada de aproximação. “Sim, foi extremamente difícil. Nós tentamos”, contou.
O treinador explicou que a principal barreira veio da segurança, que impediu a entrada dos jogadores do Benin no espaço reservado à Argentina. “A única pena é que os argentinos não nos deram nada. Nem foto com o Messi, nem camisa. Eles nem sequer nos deixaram entrar no túnel ou no vestiário”, afirmou.
Por que os jogadores do Benin não conseguiram se aproximar de Messi?
Segundo Rohr, alguns atletas chegaram preparados para trocar camisas, mas os planos terminaram sendo frutrados. “A segurança não deixou ninguém entrar. Alguns jogadores vieram para trocar camisas, então sabíamos que seria difícil. Tentamos de tudo, mas não conseguimos nada”, relatou.
A equipe ainda levou um presente para Messi, mas nem isso permitiu o contato esperado. “Oferecemos um buquê de flores nas cores do Benin (amarelo, vermelho e verde), mas isso não funcionou.”
Como foi a despedida de Messi pela Argentina?
O amistoso marcou a despedida de Messi da seleção argentina, diante de um Monumental lotado. O craque participou dos três gols da vitória por 3 a 0, com assistências para Nicolás Otamendi e Nico Paz e um pênalti convertido, chegando a 126 gols pela Argentina.
Apesar da frustração, ao menos Rohr conseguiu uma lembrança particular. O treinador guardava uma camisa que Messi usou em 2018, quando os dois se encontraram na Copa do Mundo da Rússia. Ele entregou a peça a Lionel Scaloni, que conseguiu a assinatura de Messi e depois devolveu a camisa. Rohr esperou cerca de meia hora pelo processo, mas tratou o episódio com naturalidade ao dizer que “não é grande coisa” e que “não importa”.
O jornalista Romain Molina revelou que as reclamações não ficaram restritas às fotos e às camisas, ele relatou que a delegação do Benin também teria ficado insatisfeita com questões financeiras e de organização, incluindo a ausência de bônus, de participação na receita do amistoso e restrições de acesso às áreas argentinas.




