A UEFA está próxima de definir e apoiar um candidato para enfrentar Gianni Infantino na eleição para a presidência da FIFA, marcada para 18 de março de 2027, em Rabat, no Marrocos. De acordo com o The Guardian, as conversas ganharam força nos últimos dias, e a expectativa é que um possível adversário seja escolhido já na próxima semana, antes do encerramento do prazo de inscrições, em 18 de novembro.
A movimentação representa uma tentativa de ampliar a oposição ao atual presidente, que busca um quarto mandato à frente da entidade. Apesar da articulação, a disputa não será simples, considerando os 211 votos das associações filiadas, um concorrente precisaria alcançar 106 para vencer em uma votação com participação plena.
Por que a UEFA quer um candidato contra Gianni Infantino?
O desgaste entre a UEFA e Infantino aumentou após a repercussão do projeto FIFA Forward Enterprise (FFE), que previa a criação de uma subsidiária comercial e a abertura de participação em competições da entidade para investidores privados. A proposta provocou resistência de dirigentes e federações, além de cobranças por mais transparência e mudanças na governança da FIFA.
A UEFA também passou a questionar decisões da atual gestão e cobrou explicações sobre diferentes assuntos, incluindo o projeto comercial e a relação de Infantino com Donald Trump. A entidade europeia manteve as críticas e intensificou a pressão política e jurídica sobre a direção da FIFA.
Arsène Wenger pode disputar a presidência da FIFA?
Entre os nomes cogitados nos bastidores está Arsène Wenger, atual chefe de desenvolvimento global do futebol da FIFA. Respeitado no cenário internacional, o francês chegou a ser considerado uma possível alternativa, mas sua entrada na disputa é vista como improvável. Outros dirigentes também foram mencionados, enquanto o presidente da UEFA, Aleksander Čeferin, já descartou concorrer ao cargo.
A escolha deve priorizar um nome com reconhecimento internacional e capacidade de unir diferentes confederações. Ainda assim, Infantino mantém uma base importante de apoio, especialmente em regiões como África, América do Sul e partes da Ásia. Com o voto secreto e a necessidade de conquistar adesões fora da Europa, a oposição terá pouco tempo para transformar a insatisfação em uma candidatura competitiva.




