O River Plate enfrenta o Independiente Santa Fe nesta quinta-feira (20), às 21h30, no estádio El Campín, em Bogotá, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana. O duelo acontece em um momento de tentativa de recuperação para o time argentino, que vem de uma sequência ruim no Campeonato Argentino e busca transformar a vitória por 2 a 0 sobre o Argentinos Juniors em um ponto de virada.
Thiago Almada é um dos grandes símbolos dessa nova fase. O meia estreou com boa participação na vitória sobre o Argentinos Juniors e mostrou rapidamente por que virou uma das principais apostas do clube. Ao lado de Ángel Correa, autor de um dos gols na partida, e Rafael Santos Borré, o River ganhou criatividade, experiência e capacidade de decisão no setor ofensivo.
Almada e Correa podem mudar o ataque do River Plate?
O problema está justamente no outro lado do campo. Gonzalo Montiel sofreu uma distensão no adutor e ficou fora, enquanto Marcos Acuña continua se recuperando de um desgarro. Sebastián Driussi também não viajou por lesão. Com as laterais desfalcadas, Coudet precisa recorrer a adaptações e até avalia uma formação com três zagueiros, tendo Nicolás Otamendi e Lucas Martínez Quarta como referências.
Essa diferença entre os setores é o principal drama do River Plate para o confronto. De um lado, Almada e Correa aumentam o poder de criação e podem decidir uma partida em poucos lances. Do outro, a ausência de jogadores importantes obriga o treinador a mexer em uma estrutura que ainda busca estabilidade. Em um mata-mata continental, esse desequilíbrio pode pesar tanto quanto a qualidade individual dos reforços.
Santa Fe pode explorar a defesa improvisada do River Plate?
O Independiente Santa Fe chega em um cenário que pode favorecer justamente essa fragilidade. Jogando em casa, o time colombiano terá a possibilidade de atacar os espaços deixados pelas adaptações defensivas do River, principalmente pelos lados do campo. Hugo Rodallega aparece como uma das referências ofensivas do adversário, aumentando a necessidade de atenção de uma defesa que terá pouco espaço para errar.
Para Coudet, o desafio será encontrar o ponto certo entre aproveitar o talento de Almada e Correa e não expor demais a defesa. O River precisa atacar, mas também terá de controlar o ritmo e administrar o desgaste provocado pela altitude de Bogotá. A ideia de um time mais agressivo pode potencializar os reforços, mas também abrir justamente os espaços que o Santa Fe espera encontrar.
O momento do River, por isso, será colocado à prova em dois extremos. O ataque chega com motivos para empolgar depois das boas primeiras respostas de Almada e Correa, enquanto a defesa ainda precisa se reorganizar diante das lesões. Se os novos protagonistas conseguirem transformar qualidade em gols e o sistema improvisado resistir, o time argentino pode sair de Bogotá fortalecido. Caso contrário, a fragilidade defensiva pode novamente roubar o protagonismo de um ataque que começa a ganhar cara nova.




