Quem assistiu à vitória do PSG por 3 a 1 sobre o Le Mans teve uma certeza: a entrada dos titulares habituais na segunda etapa desorganizou a postura defensiva do time adversário.
Com participação direta em dois gols e total domínio do ritmo no meio-campo, as escolhas de Luís Enrique mostraram como ajustes em bloco são capazes de resolver um cenário adverso em poucos minutos.
O que mudou nas opções do PSG
- Renovação do meio-campo: João Neves, Lucas Beraldo e Pedro Fernández começaram no setor central do 4-3-3. Aos 58 minutos, Warren Zaïre-Emery substituiu Neves, Vitinha entrou no lugar de Beraldo e Fabián Ruiz ocupou o lugar de Fernández. Luís Enrique renovou os três nomes do meio-campo depois do empate.
- Outra opção no ataque: Aos 60 minutos, Khvicha Kvaratskhelia entrou no lugar de Mika Godts. A intervenção também alcançou o ataque, e o jogador que acabara de entrar participou da jogada que devolveu a vantagem ao PSG no minuto seguinte.
O detalhe decisivo na participação dos substitutos
Na avaliação do Ouest-France, o PSG ganhou intensidade após as mudanças, passando para a “segunda, ou mesmo terceira marcha”. Os dois gols seguintes tiveram participação direta de jogadores que Luís Enrique havia colocado em campo.
A sequência de Ruiz e Kvaratskhelia
Fabián Ruiz finalizou no alvo aos 61 minutos, mas Nicolas Kocik defendeu. Kvaratskhelia acompanhou a jogada e aproveitou o rebote para fazer o 2 a 1. A ação reuniu dois recém-entrados: um provocou a defesa do goleiro; o outro concluiu a oportunidade seguinte.
O passe de Zaïre-Emery para Akliouche
Aos 68 minutos, Zaïre-Emery deu a assistência para Maghnes Akliouche marcar o terceiro. O atacante que já estava em campo concluiu da entrada da área, com um chute forte na primeira trave, como descreveu a RMC.
O Ouest-France destacou a pressão insuficiente de Harold Voyer sobre Akliouche antes do chute. O espaço para finalizar foi decisivo nessa jogada.
O domínio com a bola não eliminou os riscos
O Le Mans não se limitou a esperar os ataques parisienses. No intervalo, Jean Vercruysse explicou à Ligue 1+: “Tentamos construir algumas coisas, mesmo que não seja fácil porque temos pouco a bola”.
- Controle da posse: O PSG terminou a partida com 73% de posse e 21 finalizações, sete no alvo. Teve mais a bola e acumulou oportunidades, mas precisou responder ao empate para transformar esse domínio em vantagem no placar.
- Ameaças depois do terceiro gol: Dame Gueye finalizou para fora aos 71 minutos. Aos 78, Samuel Yohou cabeceou no alvo, com a tentativa afastada. Mesmo com o 3 a 1, os visitantes continuaram encontrando chances de atacar.
Luís Enrique encontrou no banco respostas diferentes para o mesmo problema: Ruiz participou com a finalização, Kvaratskhelia com a conclusão do rebote e Zaïre-Emery com a assistência. Nesta vitória, o impacto das escolhas esteve justamente nessa complementaridade, capaz de produzir os dois gols que separaram as equipes após o empate.




