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Seedorf defende seu trabalho no Milan durante apresentação no Corinthians: “Fui terceiro na retomada”

Treinador holandês concedeu entrevista coletiva em chegada ao Corinthians e enalteceu os resultados conseguidos na Itália

Seedorf comentou sobre seu trabalho no Milan. Foto: Eduardo Carmim/IMAGO/Sports Press Photo
© IMAGO/Sports Press PhotoSeedorf comentou sobre seu trabalho no Milan. Foto: Eduardo Carmim/IMAGO/Sports Press Photo

O técnico holandês Clarence Seedorf foi apresentado no começo da tarde desta quarta-feira (14) como novo treinador do Corinthians e concedeu entrevista no CT Joaquim Grava. Ele citou a chegada ao clube brasileiro como uma grande oportunidade em sua carreira, visto que já vinha planejando há algum tempo retomar sua jornada como técnico.

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Inclusive, o comandante acabou indo na contramão das críticas a respeito de seus trabalhos anteriores como treinador e citou sua passagem pelo Milan, o primeiro clube em que ele atuou na função, logo após deixar a carreira como jogador profissional, pelo Botafogo. Seedorf destacou que ele pegou o time italiano brigando para não cair no Campeonato Italiano e, no recorte em que esteve dirigindo a equipe, terminou com a terceira melhor campanha.

“A pergunta é sempre sobre ler os números. Quando a gente faz testes físicos, aí saem vários dados. Mas se não sabe ler os dados você faz o planejamento errado. Se pensar quanto ganhou ou perdeu não é justo. Meu primeiro trabalho foi de ser jogador do Botafogo e na sequência fui técnico do Milan. O Milan estava nas últimas posições e eu fui terceiro na retomada do campeonato. De quarto último a sétimo lugar. Ninguém fala sobre isso?”, questionou o holandês.

Ele continuou em seu depoimento: “Isso significa que sou um grande treinador ou uma grande história? Não. Mas tem que ter boas oportunidades para mostrar quem você é como treinador. Eu ainda não tive, sempre peguei coisas no meio. Muitos treinadores que fazem mal conseguem um trabalho dias depois. Não posso estar preocupado com o fato de ter assumido um time com a minha escolha”, completou.

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Vale destacar que o holandês volta a exercer a função após sete anos de inatividade. O último trabalho aconteceu entre agosto de 2018 e julho de 2019, quando ele comandou a Seleção de Camarões, chegando a quase um ano à frente da equipe. Ele acabou demitido após a eliminação nas oitavas de final da Nations League de 2019, para a Nigéria, pelo placar de 3 a 2.

O recorte citado por Seedorf no Milan

Na fala citada por Seedorf, o Milan realmente conseguiu uma boa reação no Campeonato Italiano daquela temporada, assumindo a equipe na 20ª rodada e continuando no cargo até o final da competição na 38ª rodada. No período citado, os Rossoneri fizeram 35 pontos, com 11 vitórias, dois empates e seis derrotas. Ele ainda perdeu mais três vezes no comando da equipe, em jogos pela UEFA Champions League e pela Copa da Itália.

Neste recorte, o Milan foi superado apenas pelo Napoli, que fez 35 pontos (um a mais apenas), e pela Juventus, com 46. Sobre o campeonato inteiro, a equipe de Seedorf terminou em 8° lugar, com 57 pontos e por causa dos critérios de desempate não conseguiu a classificação para a Europa League da temporada seguinte. A última vaga ficou com o Torino.

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Infográfico Seedorf

Foto: Imagem gerada por inteligência artificial – ChatGPT

Desta forma, o argumento do treinador holandês está correto e ele teve seus méritos nesta retomada do Milan. No entanto, os trabalhos seguintes, como no Deportivo La Coruña e na Seleção Camaronesa não empolgaram muito e por isso ele ainda tem que se provar e terá a oportunidade de fazê-lo agora no Corinthians, clube em que ele será o quatro técnico estrangeiro da década.

Seedorf foi ídolo do Milan como jogador

Vale lembrar ainda que hoje treinador, o ex-jogador foi um exímio atleta e teve um sucesso imenso na carreira, disputando três Eurocopas com a Seleção Holandesa, além da Copa do Mundo de 1998, chegando à semifinal. Na ocasião, a Laranja Mecânica foi eliminada pelo Brasil. Além disso, ele se tornou ídolo do próprio Milan, onde atuou por uma década: entre os anos de 2002 e 2012.

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Por lá, Seedorf fez parte de uma geração espetacular do Milan, que continha nomes como Andrea Pirlo, Paolo Maldini, Kaká, Andriy Shevchenko, entre outros. No total, foram dez títulos conquistados pela equipe, incluindo duas UEFA Champions League e um Mundial de Clubes da FIFA. No time italiano, ele entrou em campo 432 vezes, marcando 62 gols e anotando 67 assistências.

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