Há duas semanas, o Barcelona era indiscutivelmente o melhor time da Europa. Com 100% de aproveitamento, a equipe de Hansi Flick apresentava um futebol intenso, ofensivo e difícil de ser superado. Entretanto, o cenário mudou após duas derrotas consecutivas, diante de PSG e Real Madrid. Os resultados surpreenderam pelo desempenho que os catalães vinham apresentando e acenderam um sinal de alerta.
Os números gerais continuam impressionantes. Em 13 partidas disputadas na temporada 2026/27, o Barcelona conquistou 11 vitórias e sofreu apenas duas derrotas. O problema está justamente na sequência recente: os únicos tropeços aconteceram nos dois últimos compromissos, contra o PSG, no dia 20 de outubro, e o Real Madrid, no dia 25.
Apesar disso, não existe motivo para tratar o momento como uma crise. O time segue apresentando uma produção ofensiva muito superior à dos concorrentes. Em dez rodadas de La Liga, marcou 40 gols e sofreu 11, números que demonstram a eficiência do ataque e a capacidade de criar oportunidades. A comparação reforça essa superioridade: o Real possui o segundo melhor ataque da competição, com 25 gols.
O ponto de atenção está na maneira como a equipe enfrentou seus últimos desafios. Depois de construir uma sequência de atuações dominantes, o time encontrou dificuldades diante de adversários capazes de explorar seus espaços defensivos. As derrotas não apagam o trabalho realizado até aqui, mas mostram que alguns ajustes se tornaram necessários.
Como Hansi Flick pode reencontrar a boa fase?
A primeira mudança passa pela recuperação da pressão alta. Uma das principais virtudes do Barcelona é conseguir recuperar a bola rapidamente e manter o adversário próximo da própria área. Quando essa pressão perde coordenação, a linha defensiva adiantada fica exposta. Flick precisa aproximar os setores, melhorar o fechamento das linhas de passe e garantir proteção aos zagueiros.
O meio-campo também será fundamental para devolver segurança ao sistema. Pedri possui qualidade para controlar o ritmo e conectar a construção às jogadas ofensivas, mas precisa voltar a se entender com Rodri, em uma estrutura que oferece cobertura quando o camisa 8 avança.
Ofensivamente, a prioridade deve ser recuperar a fluidez. O trio formado por Lamine Yamal, Raphinha e Anthony Gordon oferece características complementares, com o brasileiro novamente utilizado como centroavante móvel. Sua movimentação permite abrir espaços para as infiltrações dos pontas e aproximar os meio-campistas da área.
Outro aspecto importante envolve a intensidade física exigida pelo modelo de Flick. Pressionar alto, atacar com muitos jogadores e manter a defesa avançada exige concentração e sincronização durante toda a partida. O desgaste pode comprometer essas movimentações, principalmente quando a equipe perde a posse em regiões perigosas.

Imagem gerada pelo ChatGPT.
Quais são os próximos jogos do Barcelona?
Os próximos dois compromissos serão importantes para definir o ritmo que o Barcelona seguirá nas próximas rodadas. Sem partidas neste meio de semana, a equipe terá tempo para trabalhar os problemas identificados nas derrotas. O primeiro desafio será contra o Alavés, no sábado (31), em La Liga.
Na próxima terça-feira (03), o time de Hansi Flick enfrentará o Aston Villa pela Champions League, em um confronto que poderá revelar o tamanho da recuperação catalã. As próximas duas partidas poderão indicar se os tropeços foram apenas um momento de instabilidade ou o início de dificuldades maiores na temporada.
Os próximos jogos do Barcelona:
- 31/10 – Barcelona x Alavés
- 03/11 – Barcelona x Aston Villa
- 08/11 – Atlético de Madrid x Barcelona
- 22/11 – Barcelona x Villarreal
- 25/11 – Sabah x Barcelona




