A saída de Toni Kroos do Real Madrid deixou um espaço que, segundo Davide Ancelotti, vai muito além da ausência de um grande nome no meio-campo. O ex-auxiliar de Carlo Ancelotti no clube merengue explicou que a aposentadoria do alemão alterou uma característica fundamental da equipe: a capacidade de controlar o ritmo das partidas.
Para Davide, o problema não está simplesmente em encontrar outro jogador com características semelhantes. Kroos tinha uma capacidade de receber a bola, ditar o ritmo e encontrar os atletas que atacavam os espaços. Sem ele, o Real passou a ter jogadores capazes de acelerar, mas nem sempre alguém com a mesma capacidade de determinar quando e como essa aceleração deveria acontecer.
Real Madrid perdeu mais do que um meio-campista com a saída de Toni Kroos
Davide Ancelotti foi direto ao explicar o impacto da saída. Segundo ele, o Real Madrid perdeu algo que não pode ser simplesmente recuperado no mercado: o controle exercido por Kroos sobre as partidas.
“Você não pode dizer: ‘Preciso de outro Kroos’, porque não existe. Ele era o dono do jogo. Controlava o ritmo. O jogo era disputado no ritmo que ele queria. Ele decidia as coisas, e era fundamental porque administrava o ritmo”, afirmou.
Essa característica ajuda a explicar por que a saída do alemão teve impacto na maneira como o Real Madrid constrói seus ataques. Davide ainda destacou que, quando Kroos ou Luka Modric estavam em campo, os movimentos dos atacantes em direção ao espaço eram frequentemente acompanhados pelo passe no momento exato. A equipe não precisava apenas de jogadores capazes de correr; precisava de alguém capaz de colocar a bola onde a corrida acontecia.
Rodri era capaz de devolver parte desse controle
Ao ser questionado sobre um jogador que poderia se encaixar no Real Madrid, Davide citou Rodri, atualmente no Barcelona. O que Rodri poderia oferecer é uma característica que se aproxima da necessidade identificada por Davide: capacidade para controlar a posse, organizar o ritmo e dar equilíbrio ao meio-campo. O espanhol também consegue atuar como referência mais recuada, permitindo que outros jogadores tenham liberdade para atacar espaços sem que a equipe perca completamente o controle da partida.
“Sim. Rodri se encaixaria em qualquer lugar. Ele é um jogador especial”, ressaltou.
A comparação não está necessariamente na forma de jogar, mas na função que alguém desse nível pode exercer. O Real possui jogadores para acelerar, conduzir e atacar, mas a ausência de um organizador capaz de conectar essas características pode alterar a maneira como o time consegue dominar partidas.




