O PSG não começou a temporada 2026/27 como esperado. A equipe de Luis Enrique ocupa apenas a sexta posição da Ligue 1, com oito pontos em cinco rodadas. Mais do que a posição na tabela, porém, há um fator que acende o alerta neste início: o atual campeão francês tem sofrido mais gols do que o habitual e perdeu a solidez defensiva que marcou a última temporada.
Em cinco partidas pelo Campeonato Francês, o PSG marcou oito gols, mas já sofreu sete. A equipe foi vazada duas vezes nos empates contra Rennes e Lille e também na derrota para o Monaco. Para um time acostumado a controlar território e manter a posse no campo adversário, conceder tantas oportunidades passa a ser um problema.
A diferença fica mais evidente quando o recorte é comparado com 2025/26. Na campanha do título da Ligue 1, o PSG sofreu somente 29 gols em 34 partidas, sustentado também pelo bom funcionamento da dupla formada por Marquinhos e Willian Pacho. Os dois continuam juntos nesta temporada, mas ainda não encontraram a mesma proteção coletiva que permitia à defesa atuar de maneira agressiva sem ficar exposta.
Por isso, os sete gols sofridos não deveriam ser colocados somente na conta dos zagueiros ou dos laterais. O PSG adianta muitos jogadores, ocupa o campo ofensivo e assume riscos. Quando essa pressão não funciona, Marquinhos e Pacho precisam defender grandes espaços e correr em direção ao próprio gol.
Como recuperar a solidez defensiva?
Luis Enrique não precisa abandonar a proposta ofensiva para resolver o problema. Um dos caminhos é melhorar a proteção e impedir que os dois laterais avancem simultaneamente. Se Nuno Mendes ocupar uma zona mais alta pela esquerda, por exemplo, Zaïre-Emery pode permanecer mais baixo do outro lado, formando uma linha de três com Marquinhos e Pacho.
Outra possibilidade passa diretamente pelo meio-campo. Vitinha, João Neves e Fabián Ruiz oferecem enorme qualidade para controlar a posse, trocar posições e acelerar a circulação, mas nenhum deles é um protetor da defesa. Em partidas nas quais o PSG precise de maior sustentação, Lucas Beraldo poderia aparecer como primeiro volante.
A mudança não significaria simplesmente colocar mais um marcador na equipe. Beraldo tem qualidade no passe, consegue receber de frente para o campo e encontrar jogadores em posições mais avançadas. Com ele na base, Vitinha e João Neves poderiam pressionar mais alto após a perda sabendo que ainda existiria um jogador protegendo a região central.
Essa reorganização também favoreceria Marquinhos e Pacho. O equatoriano é forte quando pode defender para frente e antecipar o adversário, enquanto o brasileiro possui leitura para comandar a última linha e realizar coberturas. Com maior proteção, ambos poderiam explorar essas virtudes sem precisar disputar tantas transições em campo aberto.

Imagem gerada pelo ChatGPT.
Ataque mantém boa forma e ganha novo protagonista
Se a defesa ainda procura seu melhor funcionamento, o ataque ganhou um novo protagonista nesta temporada. Contratado pelo PSG, Ferran Torres rapidamente assumiu a responsabilidade no setor ofensivo e soma quatro gols em cinco partidas pela Ligue 1.
O PSG já marcou oito vezes no Campeonato Francês. O número mostra que a equipe continua encontrando gols enquanto tenta corrigir o outro lado do campo. Para alcançar o líder Monaco, que soma 13 pontos e sofreu apenas três gols, o atual campeão precisará recuperar a segurança que sustentou sua última campanha: continuar atacando com muitos jogadores sem virar uma ameaça à própria defesa.




