A Federação Norueguesa de Futebol (NFF) formalizou duas denúncias contra Gianni Infantino, presidente da FIFA, nesta terça-feira (6). Os documentos foram encaminhados ao Comitê de Ética e ao Comitê de Governança, Auditoria e Compliance (GACC) da entidade, em uma das medidas mais contundentes já adotadas pela federação contra a atual gestão.
As reclamações envolvem três episódios distintos: o Prêmio da Paz da FIFA concedido a Donald Trump, a retirada da suspensão do atacante americano Folarin Balogun durante a Copa do Mundo de 2026 e o projeto FIFA Forward Enterprise (FFE), que previa a participação de investidores privados em uma estrutura comercial ligada às competições da entidade.
Noruega questiona decisões de Infantino em três episódios
A primeira denúncia foi apresentada ao Comitê de Ética da FIFA e pede que seja analisada a conduta de Infantino e de outras pessoas que possam ser identificadas durante uma eventual investigação. A NFF quer saber se houve possíveis violações do Código de Ética da entidade.
O segundo procedimento foi encaminhado ao GACC, responsável por questões relacionadas à governança e aos mecanismos internos da FIFA. A federação questiona se os processos de supervisão financeira, controles internos e tomada de decisões funcionaram adequadamente nos casos apresentados.
Um dos pontos envolve o Prêmio da Paz da FIFA, criado pela entidade e entregue a Donald Trump. Outro diz respeito a Folarin Balogun, atacante dos Estados Unidos que teve uma suspensão disciplinar retirada durante o Mundial de 2026, permitindo que participasse da competição.
O terceiro caso está relacionado ao FIFA Forward Enterprise, projeto que previa a entrada de investidores privados em uma nova estrutura comercial da entidade. A proposta acabou abandonada em julho, após questionamentos de diferentes organizações do futebol mundial.
Federação Norueguesa aumenta pressão sobre a gestão da FIFA
A iniciativa representa uma escalada na relação entre a Noruega e a administração de Infantino. A presidente da federação, Lise Klaveness, é uma crítica frequente da estrutura de governança da FIFA. Ela já havia questionado publicamente a transparência e a concentração de poder dentro da entidade.
Já a NFF, afirma que os novos documentos são uma consequência de anos de questionamentos sobre governança, transparência e separação de poderes no futebol internacional. A entidade também defende que os episódios sejam analisados individualmente e, quando necessário, de maneira conjunta.
Enquanto isso, a FIFA afirmou que Infantino já havia respondido às preocupações apresentadas pela federação norueguesa em uma carta enviada às associações-membro em setembro. A entidade também informou que alguns dos temas levantados estarão na pauta da próxima reunião do Conselho da FIFA, marcada para 15 de outubro, em Zurique.




