O clássico de Manchester terminou com vitória do City, mas um dos principais assuntos deixados por Old Trafford envolve Bruno Fernandes e Phil Foden. O português participou diretamente do lance que terminou com a expulsão do jogador adversário ainda aos 23 minutos, deixando o United com superioridade numérica durante boa parte da partida.
Foden recebeu o cartão vermelho depois de reagir e atingir Bruno enquanto estava no chão. A decisão foi revisada pelo VAR e mantida por conduta violenta, portanto existe fundamento para a expulsão do inglês. O problema é que o lance não começou exatamente naquele movimento. Fernandes havia acertado o adversário anteriormente, algo que provocou discussão sobre a possibilidade de o português também receber uma punição mais pesada.
Bruno Fernandes virou alvo após derrota
Foi justamente esse comportamento que provocou uma reação bastante forte depois do clássico. O capitão do Manchester United foi chamado de “trapaceiro” em uma crítica que também relacionou a derrota ao que aconteceu na expulsão. É uma declaração pesada e que naturalmente chama atenção, mas acredito que o episódio precisa ser separado em duas partes, uma coisa é discutir a atitude de dele, outra é retirar de Foden a responsabilidade por sua própria reação.

Na minha visão, o jogador do City cometeu um erro ao responder daquela maneira. Independentemente da provocação anterior, levantar a perna e atingir um adversário oferece ao árbitro todos os elementos necessários para uma punição. Ao mesmo tempo, entendo por que a participação de Bruno Fernandes causou tanta discussão. O próprio Maresca afirmou depois da partida que concordava com o vermelho de Foden, mas também considerava que o português deveria ter sido expulso.
United não aproveitou expulsão de Phil Foden
Existe ainda outro ponto que considero muito mais preocupante para o Manchester United. A equipe ficou com um jogador a mais durante mais de uma hora dentro de Old Trafford e, mesmo assim, não conseguiu vencer o rival. Haaland marcou aos 60 minutos, e o City sustentou o 1 a 0 até o final. Portanto, toda a discussão sobre Bruno e Foden não pode esconder a dificuldade do time de Michael Carrick para transformar uma enorme vantagem em resultado.
O United teve oportunidades e chegou a acertar a trave com Marcus Rashford e Kobbie Mainoo, mas não conseguiu transformar a pressão em gol. Para mim, esse é o verdadeiro “carma” que pode ser retirado da história, sem necessariamente entrar na acusação feita contra Bruno. O time recebeu uma situação extremamente favorável ainda no primeiro tempo e terminou derrotado por um adversário que precisou reorganizar completamente sua estratégia.




