Breno Bidon começa a viver um daqueles momentos capazes de mudar rapidamente o rumo da carreira de um jovem jogador. O meio-campista já vinha chamando atenção pelo Corinthians, mas entrar no radar de Carlo Ancelotti e receber uma oportunidade na Seleção Brasileira aumenta consideravelmente o tamanho da exposição.
Para mim, essa convocação para a Canarinho não representa apenas um prêmio pelo futebol apresentado no clube paulista, mas também pode aproximar ainda mais um movimento para a Europa e finalmente ver desbrotar todo o seu futebol em um cenário de alto nível.
Europa se interessa por Breno Bidon
O interesse internacional não surgiu por causa da Seleção. Bidon já vinha sendo acompanhado por equipes europeias e teve seu nome relacionado a clubes importantes do continente ao longo dos últimos meses. Isso mostra que existe uma avaliação sobre seu potencial que vai além do mercado brasileiro. A diferença, na minha visão, é que passar a fazer parte do ciclo de Ancelotti acrescenta uma credencial importante para um jogador que ainda está construindo sua trajetória.

Existe também uma característica que considero muito favorável nesse processo. O jovem conseguiu ganhar espaço time de Fernando Diniz sem depender exclusivamente de números ofensivos para chamar atenção. Sua capacidade para participar da construção, ocupar diferentes espaços no meio-campo e ajudar na organização permite enxergar um jogador que pode desempenhar funções diferentes. Para clubes europeus, principalmente aqueles interessados em desenvolver talentos, esse tipo de versatilidade costuma ter bastante valor.
Seleção vai valorizar o jovem
A Seleção agora oferece outro nível de avaliação. Treinar com alguns dos principais jogadores brasileiros da atualidade e trabalhar diretamente com Ancelotti coloca Bidon em um ambiente de exigência muito diferente daquele encontrado diariamente no clube. Se receber minutos, a exposição será ainda maior. Mesmo sem uma sequência imediata, considero que apenas permanecer dentro desse novo ciclo já pode fazer clubes que o acompanhavam anteriormente intensificarem suas observações.
Ao mesmo tempo, não acho que uma possível transferência precise acontecer a qualquer custo. Esse talvez seja o ponto mais importante para mim. Aos 21 anos, Bidon está em uma fase na qual jogar regularmente ainda pode ser mais importante do que simplesmente carregar o nome de um gigante europeu no currículo. Uma escolha errada poderia transformar um momento de crescimento em meses no banco, exatamente quando sua carreira começa a ganhar uma dimensão diferente.
Por isso, eu olharia muito mais para o projeto esportivo do que para o tamanho de uma eventual proposta. Se aparecer um clube capaz de oferecer minutos, desenvolvimento e um caminho real para chegar ao time titular, uma saída pode fazer bastante sentido. Até porque, a Europa naturalmente representa um salto importante para qualquer jovem jogador.




