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Direto da Redação

Análise: Ausência de Raphinha pode levar Flick a testar Gabriel Jesus e dar mais liberdade a Lamine Yamal no Barcelona

Brasileiro será preservado contra Getafe e Galatasaray, abrindo espaço para mudanças na movimentação ofensiva e na distribuição das responsabilidades

Gabriel Jesus of FC Barcelona celebrates scoring his team’s second goal during the LaLiga EA Sports 2026/27 match between FC Barcelona and Getafe CF at Spotify Camp Nou on October 10, 2026 in Barcelona, Spain.
© Getty ImagesGabriel Jesus of FC Barcelona celebrates scoring his team’s second goal during the LaLiga EA Sports 2026/27 match between FC Barcelona and Getafe CF at Spotify Camp Nou on October 10, 2026 in Barcelona, Spain.

O Barcelona terá de encontrar soluções ofensivas sem Raphinha nos confrontos contra Getafe e Galatasaray. O brasileiro apresentou um problema muscular durante a Data Fifa e será preservado por Hansi Flick, que precisa reorganizar o setor em um momento importante da temporada. Considero que a ausência representa uma oportunidade para o treinador testar alternativas que reduzam a dependência de um único jogador. O desafio será preservar a capacidade de criação e finalização de uma equipe acostumada a contar com a influência do atacante.

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Raphinha começou a temporada em um nível difícil de reproduzir. Com 14 gols e três assistências em oito partidas, o jogador se transformou em uma das principais referências ofensivas do time catalão. Sua importância, entretanto, não se resume às participações diretas nos gols. O brasileiro oferece movimentação constante, aproximação dos meio-campistas e capacidade para aparecer em diferentes regiões do ataque. Substituir essa combinação exige mais do que simplesmente colocar outro atleta em sua posição.

A primeira alternativa envolve Gabriel Jesus, apontado por Flick como uma opção para assumir a referência central. O ex-Arsenal possui características diferentes das apresentadas por Raphinha, especialmente pela facilidade para disputar espaços próximos dos zagueiros e participar de combinações curtas. Na minha avaliação, sua presença pode alterar a maneira como o Barcelona ocupa a área adversária. Em vez de depender tanto das infiltrações do camisa brasileiro, a equipe teria uma referência capaz de atrair marcadores e abrir caminhos para os companheiros.

Essa mudança também poderia beneficiar Lamine Yamal. O espanhol costuma ser uma das principais alternativas de desequilíbrio individual, mas precisa dividir responsabilidades criativas com Raphinha quando ambos estão disponíveis. Sem o companheiro, imagino que Flick possa oferecer maior liberdade para o jovem participar das jogadas por dentro e aproximar-se da região central. A possibilidade não significa abandonar o corredor direito, mas permitir que o atacante encontre diferentes caminhos para influenciar a construção.

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Gabriel Jesus pode mudar a referência ofensiva do Barcelona sem Raphinha

A presença de Gabriel Jesus oferece uma possibilidade interessante para a organização do ataque. O brasileiro pode atuar próximo da última linha defensiva e utilizar sua movimentação para criar espaços entre os zagueiros. Considero que essa característica ajudaria o Barcelona a estabelecer uma ocupação diferente da área, principalmente diante de adversários que defendem com muitos jogadores próximos do próprio gol. A participação do centroavante poderia favorecer a chegada de companheiros em condições melhores para finalizar.

Entretanto, essa alternativa exige adaptações dos jogadores que atuam pelos lados. Se Gabriel Jesus permanecer mais próximo dos defensores centrais, os pontas precisarão reconhecer os momentos adequados para atacar os espaços abertos por suas movimentações. A equipe também terá de evitar que vários atletas procurem receber na mesma faixa do campo. Vejo nesse ajuste uma oportunidade para Flick trabalhar uma distribuição ofensiva menos dependente das aproximações que Raphinha costuma oferecer.

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Lamine Yamal aparece como um dos principais beneficiados por essa reorganização. O espanhol possui qualidade para conduzir em direção ao centro, encontrar passes entre os defensores e criar situações de finalização. Com maior liberdade, poderia participar da construção em diferentes alturas, sem ficar restrito aos confrontos individuais junto à linha lateral. Essa mudança, porém, exigiria que outros jogadores preservassem a amplitude pela direita para impedir que o adversário concentrasse sua marcação nas regiões interiores.

A participação dos meio-campistas também ganharia importância. Pedri possui características para controlar a circulação e encontrar companheiros posicionados entre as linhas, enquanto Fermín López oferece movimentações agressivas em direção à área. Na minha avaliação, aproximar esses jogadores de Gabriel Jesus poderia ajudar o Barcelona a compensar parte da produção ofensiva perdida com Raphinha. O objetivo seria dividir a responsabilidade de criação entre diferentes setores, evitando que todas as jogadas dependessem da inspiração individual de Lamine.

Outro aspecto relevante envolve a pressão após a perda da posse. Raphinha participa intensamente desse momento e contribui para dificultar a saída adversária, comportamento importante no modelo de Flick. Sem o brasileiro, o treinador precisará garantir que os substitutos mantenham a coordenação necessária para recuperar a bola rapidamente. Gabriel Jesus pode colaborar com sua disposição para pressionar, mas o funcionamento depende da movimentação coletiva. Uma equipe mais criativa com a posse não pode perder equilíbrio quando precisa defender.

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Flick pode aproveitar ausência de Raphinha para diversificar o ataque do Barcelona

A ausência do brasileiro também abre espaço para observar outras características disponíveis no elenco. Anthony Gordon e Karim Adeyemi oferecem alternativas de velocidade, especialmente em situações nas quais o Barcelona encontra espaço para acelerar pelos corredores. Considero que a utilização de jogadores com esse perfil poderia tornar o ataque menos concentrado em aproximações curtas. Em determinados momentos, a equipe teria condições de explorar passes mais diretos e movimentações em profundidade.

Essa possibilidade merece atenção porque o Barcelona costuma enfrentar adversários preparados para limitar sua circulação perto da área. Quando a equipe encontra dificuldades para progredir pelo centro, a velocidade pelos lados pode oferecer uma saída diferente. Não imagino que Flick deva abandonar o controle da posse, mas ampliar o repertório disponível para atacar. A utilização de pontas capazes de ameaçar a última linha defensiva ajudaria a criar espaços para Pedri, Fermín e Lamine participarem das jogadas.

Falando sobre os jogos, após bater o Getafe por 3 a 0, a sequência também inclui o Galatasaray pela Champions League, confronto que pode apresentar exigências diferentes. A mudança de competição e o ambiente fora de casa tornam ainda mais importante a capacidade de adaptação.

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Flick poderá avaliar quais combinações oferecem melhor equilíbrio entre controle, profundidade e proteção defensiva. Na minha avaliação, utilizar os dois compromissos para desenvolver alternativas pode trazer benefícios que ultrapassam o período de ausência do brasileiro.

Isso não significa que o Barcelona esteja preparado para abrir mão da influência de Raphinha. Seus números e sua participação coletiva demonstram a importância que conquistou no projeto do treinador alemão. O objetivo deveria ser encontrar maneiras de distribuir melhor as responsabilidades quando o atacante não estiver disponível. Uma equipe que pretende disputar diferentes competições precisa apresentar respostas mesmo diante da ausência de seus principais jogadores, especialmente durante períodos de calendário intenso.

Considero que Flick tem diante de si uma oportunidade de desenvolvimento coletivo. Jesus pode oferecer outra referência, Yamal reúne condições para ampliar sua participação criativa e os demais atacantes podem acrescentar velocidade e profundidade. O sucesso dessas mudanças dependerá da coordenação entre os setores e da capacidade de preservar a intensidade sem a bola. Se o Barça conseguir ampliar suas alternativas durante esse período, o retorno de Raphinha encontrará uma equipe com mais recursos para competir, e não um ataque que precise depender menos de seu talento individual.

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