Pedro Rodríguez anunciou sua aposentadoria do futebol na manhã desta quarta-feira (07). Ídolo do Barcelona, o ex-jogador de 39 anos estava sem clube desde julho de 2026, quando encerrou sua passagem pela Lazio. A decisão foi comunicada pelas redes sociais e colocou ponto final em uma trajetória iniciada nas categorias de base do Barça e que ainda teve capítulos importantes por Chelsea, Roma e pelo time Biancocelesti.
O Barcelona cedeu o Camp Nou para que Pedro gravasse um vídeo relembrando diferentes momentos da carreira. Na publicação, o espanhol escreveu: “Sinto que chegou a hora, a hora de dar um passo em frente e começar uma nova etapa na minha vida. Saio orgulhoso de ter vivido o meu sonho e de todas as pessoas que estiveram ao meu lado para torná-lo realidade. Obrigado, futebol, por me fazer tão feliz”.
O vídeo recebeu diversas mensagens de torcedores, especialmente dos culés. A relação com o Barcelona ocupa naturalmente boa parte da despedida: formado no clube, o ex-camisa 7 esteve no elenco profissional entre 2008 e 2015 e participou de um dos períodos mais vitoriosos da história da equipe. Foi também nesse período que conquistou espaço na seleção espanhola e fez parte das campanhas dos títulos da Copa do Mundo e da Eurocopa.
Títulos de Pedro na carreira:
- LaLiga – 5 títulos
- Supercopa da Espanha – 4 títulos
- Champions League – 3 títulos
- Supercopa da UEFA – 3 títulos
- Copa do Rei – 3 títulos
- Mundial de Clubes – 2 títulos
- Europa League – 1 título
- Premier League – 1 título
- FA Cup – 1 título
- Copa do Mundo – 1 título
- Eurocopa – 1 título
Como o ex-atacante jogava no auge?
O melhor momento de Pedro esteve diretamente ligado ao Barcelona de Pep Guardiola, especialmente entre 2009 e 2011. Cercado por nomes como Messi, Xavi e Iniesta, o espanhol não precisava da posse para ser decisivo. Seu futebol era construído pelo movimento: atuava nas duas pontas, atacava espaços, combinava rapidamente e aparecia dentro da área.
A relação com Messi exemplificava perfeitamente essa inteligência. Quando o argentino abandonava a posição de falso 9 para receber, o atacante entendia imediatamente o espaço aberto nas costas da defesa. Em vez de também se aproximar da bola, acelerava em direção ao gol e atacava o intervalo entre lateral e zagueiro.
Outro diferencial estava na objetividade. O espanhol tinha boa técnica e conseguia combinar em poucos toques, mas não dependia de dribles. Sua leitura da profundidade, o ataque ao segundo poste e a facilidade para finalizar com os dois pés transformavam movimentos aparentemente simples em oportunidades de gol.
Sem a bola, também representava perfeitamente as exigências de Guardiola. Era intenso na pressão pós-perda, perseguia laterais e zagueiros e ajudava a fechar linhas de passe para manter o adversário preso no próprio campo. No trio com Messi e David Villa, essa característica completava um ataque extremamente móvel: enquanto o argentino recuava para criar, os dois jogadores de lado atacavam a última linha.
Números de Pedro pelo Barcelona e na carreira
Segundo estatísticas do Transfermarkt, Pedro encerra a carreira com 794 partidas, 197 gols e 113 assistências. Grande parte dessa história foi construída no Barcelona, onde entrou em campo 321 vezes, balançou as redes em 99 oportunidades e distribuiu 61 passes para gol.
Depois de deixar a Catalunha, o espanhol ainda construiu uma longa trajetória fora do país. Pelo Chelsea, foram 216 partidas, 43 gols e 26 assistências. Na Roma, acumulou 40 jogos, seis gols e sete passes para gol antes de seguir para a Lazio, seu último clube. Entre 2021 e 2026, disputou 209 partidas, marcou 39 vezes e deu 19 assistências pela equipe italiana.

Imagem gerada pelo ChatGPT.




