É de conhecimento geral que poucos jogadores brasileiros chegam aos 19 anos carregando a expectativa que acompanha Estêvão. O atacante deixou o Palmeiras depois de mostrar um talento capaz de colocá-lo rapidamente entre as maiores promessas do país e também conseguiu apresentar bons momentos em sua primeira temporada pelo Chelsea.
O começo de 2026/27, porém, colocou um obstáculo diferente em seu caminho e que Endrick já enfrentou, que é o de convencer Xabi Alonso que merece uma participação maior nos jogos e evitar que sua carreira seja afetada pela baixa minutagem, questão que preocupa qualquer jogador.
Falando mais sobre o velocista, ele participou das primeiras rodadas da Premier League praticamente sempre saindo do banco e teve apenas uma titularidade nas partidas iniciais da temporada, pela Copa da Liga. A utilização reduzida começou inclusive a gerar discussão na Inglaterra sobre qual será seu papel dentro de um setor ofensivo cheio de alternativas. Para mim, essa concorrência representa provavelmente o primeiro grande teste de paciência da carreira europeia do atacante.
Pouca minutagem não foi considerada por Ancelotti
O que mais chama minha atenção é que existe uma diferença entre aquilo que acontece no clube e a maneira como ele continua sendo tratado na Seleção Brasileira. Carlo Ancelotti mantém o ex-Palmeiras entre os nomes considerados importantes para o novo ciclo do Brasil, mesmo em um período no qual a sequência pelo Chelsea diminuiu. Isso mostra que os poucos minutos na Inglaterra ainda não alteraram a avaliação construída anteriormente sobre seu potencial.
Também não vejo motivo para transformar o momento em uma crise. Xabi Alonso fez questão de dizer publicamente que confia no atacante, destacou sua atitude nos treinamentos e explicou que o jovem ainda atravessa um processo de adaptação. O treinador também teve uma conversa particular com Estêvão e afirmou que ele continua fazendo parte dos planos. São declarações importantes, mas acredito que em algum momento essa confiança precisará aparecer também na quantidade de oportunidades oferecidas dentro de campo.
Estêvão precisa voltar a ganhar minutos no Chelsea
É justamente aí que começa a principal questão para mim. Estêvão não precisa necessariamente se transformar em titular absoluto do Chelsea aos 19 anos, principalmente considerando o tamanho da concorrência existente no elenco. Entretanto, um jogador em pleno processo de desenvolvimento precisa jogar. Entrar durante poucos minutos em partidas da Premier League oferece pouco tempo para errar, entender a dinâmica do jogo e mostrar as características que fizeram seu futebol chamar tanta atenção desde o Palmeiras.

A Copa da Liga parecia representar uma oportunidade importante para mudar esse cenário. O brasileiro começou como titular diante do Leeds, mas foi substituído no intervalo, antes de o Chelsea construir a vitória por 6 a 3 na segunda etapa. Um jogo isolado evidentemente não define sua situação, mas reforça a sensação de que ele ainda precisa convencer Xabi Alonso de que pode oferecer mais dentro da configuração atual da equipe.
Por outro lado, considero a confiança de Ancelotti extremamente importante neste momento. Permanecer no ambiente da Seleção mantém Estêvão perto de jogadores de alto nível e mostra que seu desenvolvimento continua sendo acompanhado independentemente da hierarquia encontrada no Chelsea. A convocação não garante espaço na Inglaterra, mas pode ajudar o atacante a manter confiança enquanto tenta recuperar a sequência que já teve anteriormente.




