Roy Keane criticou a forma como o Manchester United vem conduzindo a possível saída de JJ Gabriel, jovem de 15 anos conhecido como “Kid Messi”. No podcast Stick to Football, do The Overlap, o ex-jogador questionou a postura do clube.
Para Keane, o United agora pode “provar do próprio remédio”, já que também costuma buscar jogadores muito jovens em equipes menores. “O United não foi buscar garotos de 14 e 15 anos em outros clubes? Clubes menores? Então agora você tem que provar do próprio remédio”, afirmou.
Por que JJ Gabriel virou um problema para o Manchester United?
JJ Gabriel está no Manchester United desde os 11 anos e é considerado uma das principais promessas da academia. Na última temporada, tornou-se o jogador mais jovem a conquistar o prêmio Jimmy Murphy, após marcar mais de 20 gols pelo sub-18.
Nesta semana, o jovem formalizou o desejo de cancelar seu registro e deixar o clube. Segundo as informações apresentadas no caso, Real Madrid e Barcelona estão interessados, enquanto a imprensa inglesa aponta uma possível investida do clube espanhol.
O Manchester United tenta convencê-lo a permanecer, mas não pretende liberá-lo. Como Gabriel tem 15 anos, o cancelamento do registro depende do acordo entre clube, jogador e responsáveis; sem consenso, uma das partes pode recorrer à Premier League.
Gabriel completa 16 anos em 6 de outubro e possui passaporte irlandês, podendo se transferir para um clube da União Europeia a partir dessa idade. Na Inglaterra, poderá assinar contrato de formação aos 16 e profissional somente aos 17.
Roy Keane questiona postura do Manchester United
Antes do impasse, Gabriel já havia treinado com o time principal e disputado um amistoso contra o Atlético de Madrid. O United também planejava utilizá-lo contra o Brighton, mas o pedido de saída mudou os planos.
“Acho que agora isso vai acontecer com JJ Gabriel. O Real Madrid ou qualquer outro clube pode fazer isso”, disse Keane. A crítica reforça a contradição apontada pelo ídolo de que o United costuma buscar jovens talentos em outros clubes e agora pode perder uma de suas próprias promessas para um gigante europeu.




