Uma situação acabou sendo chamativa após a convocação da Seleção Brasileira Feminina, nesta última terça (22). Isso porque dos 28 nomes chamados por Arthur Elias para os amistosos contra a Argentina em outubro, seis delas disputaram a Copinha Feminina.
Criada há quatro anos para ajudar a formar novos talentos, a competição organizada pela FPF vem rendendo frutos e entregando 20% de material humano, em preparativo para a Copa do Mundo de 2027.
A lista conta com a goleira Yanne Lopes e as atacantes Priscila e Jhonson. Fecham com a atacante Tamara Bolt, a ponta Tainá Maranhão e a volante Kaylane, que foi bicampeão pelo Flamengo.
Torneio de base gera frutos antes da Copa Feminina
De acordo com Kin Saito, diretora da FPF, a competição cumpre o objetivo e já traz impacto à modalidade no país. “A Copinha F vem com esse objetivo de potencializar a formação a nível nacional”, afirmou a gestora ao GE.
A ampliação do alcance nacional do campeonato impulsionou a presença das jovens em convocações. O sucesso se reflete no título do Sul-Americano Sub-20 e na lista para o Mundial da categoria. A FPF planeja expandir a estrutura de base criando também a categoria sub-13.
Visando o Mundial, a gestora da FPF projeta colher resultados mais expressivos. “Na maior vitrine que a gente vai ter no nosso quintal, a Copa do Mundo no Brasil, a gente já vai poder ver refletida nas atletas que vão representar o povo brasileiro uma formação mais completa”, destacou.
Treinador da Seleção fala sobre a juventude e futuro
Sem Marta, que está se recuperando de uma lesão, o técnico Arthur Elias optou por chamar um elenco bem jovem. Na coletiva, ele ressaltou a importância de buscar dar minutagem e uma maior competitividade.
“É comum a atleta que passou na (seleção) sub-20 ter oportunidade na seleção principal”, comentou. O treinador pretende utilizar todas as chamadas nos dois testes agendados para este período de amistosos, sendo primeiro em Porto Alegre e logo depois em Recife.




