Um dia após a CBF anunciar a redução gradual de estrangeiros no Brasil, o River Plate cobrou mudanças na Argentina. O movimento no futebol brasileiro acelerou as discussões por reformulações no país vizinho, com reuniões nesta terça-feira (22) na sede da AFA, em Buenos Aires.
Tomando a frente, o River entregou um documento com seis propostas de reformulação. Entre elas, está a redução gradual dos 30 times da elite e a estabilização das regras. O projeto também pede a reorganização do calendário oficial e das janelas de transferências.
Na arbitragem, o clube cobra o afastamento da atual comissão e a criação de critérios objetivos de escalação. O plano indica avaliação por desempenho e fiscalização, em uma medida que busca diminuir as polêmicas e aumentar a transparência e credibilidade da liga.
Alterações da CBF impulsionam ações na Argentina
Em outra parte importante do documento, há uma proposta de novas estratégias comerciais para aumentar a arrecadação dos clubes. O River defende manter o sistema cooperativo de divisão de receitas, mas pede novos formatos de transmissão para os jogos da competição nacional.
A entrega da proposta marca a volta do River às reuniões da AFA após afastamento iniciado em março. A diretoria havia abandonado o comitê como protesto ao modelo operacional e administrativo da entidade.
O clube afirmou que o plano servirá de base para negociações com os demais filiados. Nos bastidores, o clube do Monumental de Núñez acredita que o futebol argentino precisa dar passos para tentar acabar com a hegemonia imposta pelos brasileiros nos últimos anos.
Diferenças das principais potências das Américas
Enquanto a CBF vem tentando impulsionar ideias para fortalecer a seleção brasileira, com uma restrição gradual de estrangeiros até 2030 e maior minutagem aos jovens, a Argentina acredita que o seu produto interno é o maior problema.
Enquanto o campeão brasileiro tem uma arrecadação entre R$ 50 milhões a R$ 55 milhões, o melhor time do Campeonato Argentino recebe uma premiação que varia entre R$ 2,5 milhões a R$ 2,8 milhões. Em campo, essa diferença é apresentada com os brasileiros vencendo as últimas sete Libertadores.




