A chegada de Filipe Luís ao Mônaco poderia ter sido acompanhada também por Rodrigo Caio, mas a comissão técnica formada no futebol francês acabou sem o ex-zagueiro. Em entrevista ao podcast Sports Market Makers, Thiago Scuro, CEO e diretor de futebol do clube, explicou que o idioma acabou sendo um fator determinante para a decisão.
Por que Rodrigo Caio não foi para o Mônaco?
Filipe Luís foi anunciado pelo Mônaco em julho de 2026 e levou para a França o auxiliar Ivan Palanco e o preparador físico Diogo Linhares, profissionais que também trabalhavam com ele no Flamengo. Rodrigo Caio, que havia assumido a função de responsável pelas bolas paradas na comissão rubro-negra, ficou fora da mudança, apesar do interesse inicial do clube francês.
Scuro fez questão de reconhecer o trabalho realizado pelo ex-zagueiro no Flamengo e afirmou que havia interesse em levá-lo para o Principado. “A gente queria muito que o Rodrigo tivesse vindo junto, fez um trabalho bom também (no Flamengo). Faltou o segundo idioma. Faltou pelo menos uma fluência em inglês para conseguir impactar no dia a dia dos atletas. Nós trabalhamos e buscamos outro profissional para bola parada”, explicou o dirigente.
A questão estaria ligada principalmente à comunicação dentro do elenco. No Mônaco, o inglês aparece como um dos idiomas utilizados no cotidiano, em um ambiente com jogadores e profissionais de diferentes nacionalidades. Para Scuro, a capacidade de se comunicar diretamente com os atletas seria importante para que um especialista em bolas paradas conseguisse participar de maneira efetiva da rotina de treinamentos.
Filipe Luís teve vantagem por dominar outros idiomas?
O contraste com Filipe Luís também ajuda a entender a escolha do Mônaco. O treinador brasileiro já possui experiência internacional e fala mais de um idioma, além de estar avançando no francês. Rodrigo Caio, por outro lado, não apresentava naquele momento a fluência em inglês que o clube considerava necessária para a função que seria exercida diariamente junto aos jogadores.
A situação também ganhou um significado diferente porque Rodrigo Caio havia deixado o Flamengo em março de 2026 após a saída de Filipe Luís. Ele havia combinado verbalmente que deixaria a comissão caso o treinador fosse demitido e, mesmo com a possibilidade de permanecer no clube carioca, optou por cumprir o compromisso. Meses depois, quando a transferência de Filipe Luís para o Mônaco foi confirmada, o ex-zagueiro afirmou que não iria para a França naquele momento.
A explicação de Scuro coloca o episódio mais no campo da preparação profissional do que em qualquer questão técnica, financeira ou pessoal. “Faltou o segundo idioma”, resumiu o dirigente, indicando que a barreira linguística pesou na montagem da comissão. Para quem pretende trabalhar no futebol europeu, isso reforça a importância de chegar preparado também para as exigências de comunicação e adaptação cultural.
O Mônaco optou por procurar outro profissional para trabalhar especificamente com bolas paradas, enquanto Filipe Luís iniciou sua trajetória no clube francês com parte da comissão que já o acompanhava no Brasil.




